Posicionamento

Bolsonaro recusa convite de diretor da Anvisa para se vacinar contra Covid-19

Durante a live realizada na última quinta-feira, 4 de fevereiro, o presidente também afirmou que a agência não pode sofrer pressão nem interferência.

Durante a sua live semanal na última quinta-feira, 4 de fevereiro, o presidente Jair Bolsonaro recusou o convite do diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antônio Barra Torres, para tomar o imunizante que previne a Covid-19.

De acordo com o site Poder 360, o presidente disse que acompanharia o momento em que Barra Torres fosse vacinado e perguntou se ele mesmo poderia aplicar o imunizante. O chefe da Anvisa respondeu: “Vai ter uma moeda de troca. Quero saber se o senhor está disposto [a ser vacinado]”. Bolsonaro riu e disse: “Sem contrapartidas”.

Na transmissão ao vivo, o representante da Anvisa estava ao lado de Bolsonaro, portando máscara de proteção. O presidente também afirmou que a agência não pode sofrer pressão nem interferência.

“A agência não pode sofrer pressão de quem quer que seja. Eu não interfiro em agência nenhuma”, afirmou Bolsonaro. “Da minha parte, ninguém vai me representar na Anvisa. Lá se mexe com vidas. Não é uma coisa que deu errado e você consegue lá na frente”, completou.

A live da quinta-feira contou com as seguintes pautas: vacinação, preço do combustível (ICMS, propostas e outros), radares nas estradas, observação tratamento off label, relações internacionais (Uruguai, Paraguai e Brasil) e “Fique em casa, a economia a gente vê depois”.

Confira a live completa do presidente:

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Liberação

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou na quarta-feira (3) o fim da exigência de estudos da fase 3 em andamento no Brasil para autorização emergencial de vacinas no país.

Esta é a principal mudança trazida na atualização do guia para uso emergencial de imunizantes contra a covid-19. São os estudos da fase 3 que mostram o percentual de eficácia da vacina, quantas doses devem ser aplicadas, além da avaliação de eventuais reações adversas.

“Essa atualização faz parte da estratégia regulatória do Brasil de favorecer acesso. Ela está apartada de qualquer discussão que seja fora do âmbito técnico, para que o Brasil garanta que tenha acesso a vacinas com qualidade, eficácia e segurança”, disse a diretora da Anvisa, Meiruze Freitas, durante coletiva de imprensa para comunicar as alterações. 

Com a mudança, a norma da Anvisa segue exigindo estudo de desenvolvimento clínico da vacina na fase 3, mas agora ele não precisa estar sendo conduzido no Brasil. O guia passa a contar com a seguinte redação:

“A vacina deve preferencialmente possuir um Dossiê de Desenvolvimento Clínico de Medicamento (DDCM) anuído pela Anvisa e o ensaio clínico fase 3, pelo menos, em andamento e em condução no Brasil”.

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