Declaração

Bolsonaro é acusado de perseguir pedófilos por professora defensora de aborto

Após a repercussão da postagem, Débora Diniz fez uma nova publicação na qual declara que "o fanatismo que move o bolsonarismo em ação. Agressivo. Violento. Intimidatório. Ameaças de morte foram abundantes. Impropérios sexuais, incontáveis".

Em uma postagem no seu perfil do Instagram, a ativista pelo aborto e defensora da ação no Supremo Tribunal Federal que tenta descriminalizar a interrupção da gravidez até a 12ª semana, Débora Diniz, disse que uma das pautas que Bolsonaro tem como prioridade no Congresso Nacional é a perseguição a pedófilos.

“Segue a mesma lógica paranoica do patriarca que amplifica o medo para justificar a truculência. Por isso armas e pedófilos estão na mesma agenda: o patriarca espalha o pânico para justificar seu abuso de poder. Inclusive de ser ele mesmo um violentador sexual de crianças ou mulheres”, publicou Débora.

Além de dizer que Bolsonaro tem como prioridade a perseguição a pedófilos, a professora também elencou outras pautas, que segundo ela, o presidente defende.

(…) “Tem de arma em casa e na rua para mais gente; crianças em ensino domiciliar; perseguição a pedófilos; vantagens para agronegócios até perseguição aos povos indígenas”, declarou.

Após a repercussão da publicação, a professora fez uma nova postagem na rede social falando sobre o fanatismo que move o bolsonarismo.

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Confira publicação:

O que houve aqui desde ontem com a publicação sobre as pautas prioritárias de Bolsonaro?

O fanatismo que move o bolsonarismo em ação. Agressivo. Violento. Intimidatório. Ameaças de morte foram abundantes. Impropérios sexuais, incontáveis.

Eu poderia dizer “ah, leiam o que foi escrito. Nunca houve defesa da pedofilia. Há uma demonstração sobre o significado do pacote prioritário ambíguo de Bolsonaro no Congresso Nacional. Pedofilia é abominável. Mas por que unir pedofilia às armas e ao agronegócio? Porque as pautas emotivas de violência sexual são como um cavalo de Tróia: agregam e escondem outros horrores em seu interior. Assim faz Bolsonaro. Pauta o horror da pedofilia — que todos concordamos que deve ser considerado terrível crime — mas nos engana na abrangência da agenda. Escondido no cavalo de Tróia, há a terrível agenda das armas que matam crianças, mulheres, famílias. É a pior brutalidade em ação. O patriarca-pedófilo está exatamente escondido, divertindo-se no cavalo de Tróia”.

Mas não é nem limite de leitura tampouco de escrita o que move os odiosos. É exatamente a isca lançada pelo fanatismo em ação. Alguém recorta e cola. Joga a isca e pede à multidão para atacar. Gente desocupada, que destila ódio e se move para dizer coisas sem pensar.

Não há diálogo. Não há porque a palavra não opera em sua razoabilidade. Tampouco há realidade — há uma pararealidade que vai durar o tempo da circulação do fantasioso inimigo. Até que surja outro inimigo fantasmagórico, e os fanáticos se movem. Com outro cavalo de Tróia a levá-los aos subterrâneos do ódio.

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