Dinheiro

Lava Jato pagou a cinco procuradores R$ 3,8 milhões em diárias e passagens

Os dados foram obtidos via LAI (Lei de Acesso à Informação).

A operação Lava Jato de Curitiba foi encerrada nesta semana após sete anos de investigações e gastou R$ 7,5 milhões em diárias e passagens.

Os dados foram obtidos pelo Poder360 via LAI (Lei de Acesso à Informação). No total, foram pagas 5.864 diárias ao longo desse período.

O valor pode parecer baixo para o tempo de duração da operação. O detalhe, porém, é que R$ 3 milhões foram pagos em diárias a somente cinco procuradores, além dos salários, que estão na faixa de R$ 30.000 por mês.

Além disso, esses mesmos procuradores somaram mais R$ 734.812,03 em passagens. Esses valores se referem, em sua maioria, a deslocamentos em Curitiba, que era a base da operação. Os procuradores foram deslocados de seus Estados de origem para atuar junto à equipe de Deltan Dallagnol.

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Segundo a assessoria de imprensa do MPF (Ministério Público Federal), todos esses gastos foram autorizados pela portaria 41 de 2014.

O procurador que mais recebeu diárias foi Januário Paludo, com R$ 712.113,87 em 699 diárias. A esse valor, somam-se R$ 165.142,75 pagos em passagens, sejam elas aéreas, de ônibus ou pagas para ele usar seu automóvel próprio no deslocamento.

Na sequência aparecem Antonio Carlos Welter (R$ 667.332,31 em 645,5 diárias e R$ 246.869,51 em passagens) e Orlando Martello Junior (R$ 609.396,56 em 604,5 diárias e R$ 154.147,25 em passagens).

O 4º é Diogo Castor de Mattos, R$ 545.114,53 em 596 diárias e R$ 25.054,49 em passagens. E o 5º, Carlos Fernando dos Santos Lima, teve 524 diárias totalizando R$ 505.945,81 e R$ 143.598,03 em passagens. Ele aposentou-se em março de 2019.

EUA e França

Foram 49 idas ao exterior, com 13 viagens a cada 1 desses 2 países. A Suíça foi o destino de 6 viagens. Até 2020 foram 2.585 deslocamentos nacionais e internacionais.

A Lava Jato em seu site oficial diz ter recuperado R$ 4,3 bilhões para os cofres públicos.

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