Polícia

Crivella vira réu por corrupção em ação sobre o ‘QG da propina’

O ex-prefeito do Rio de Janeiro foi preso em dezembro de 2020 e afastado do cargo dias antes de encerrar seu mandato.

A 1ª Vara Criminal Especializada do Rio de Janeiro aceitou o3) denúncia contra o ex-prefeito carioca Marcelo Crivella e outros 25 acusados pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção. Crivella foi preso em dezembro de 2020 e afastado do cargo dias antes de encerrar seu mandato.

Ele é acusado de participar de um esquema de recebimento de propina para beneficiar empresários. A Justiça considerou o conteúdo de colaborações premiadas, trocas de mensagens entre os acusados, planilhas, cheques e fotografias.

De acordo com as investigações, o esquema contava com operadores que agilizavam pagamentos para empresas específicas e interferiam nos processos de licitação, de forma a beneficiar aqueles empresários que assentiam em pagar propina aos acusados.

O caso inicialmente foi analisado pelo Primeiro Grupo das Câmaras Criminais do Tribunal de Justiça do Rio, mas com a perda do foro privilegiado de Crivella, devido ao fim de seu mandato, o processo foi remetido à 1ª Vara Criminal Especializada do Rio.

Agência Brasil entrou em contato com a defesa de Marcelo Crivella e aguarda uma resposta. No dia em que foi preso, em 22 de dezembro, o ex-prefeito disse estar sendo vítima de perseguição política e afirmou que combateu a corrupção na prefeitura.

Agência Brasil

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Investigação 

As cinco empresas citadas em investigações do MPRJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) contra a gestão de Marcelo Crivella na Prefeitura do Rio acumularam um total de R$ 1,48 bilhão em contratos, mostra reportagem de O Globo.

De acordo com análise do gabinete da vereadora Teresa Bergher (Cidadania) no SIG, R$ 1,3 bilhão seria apenas relativo a relações contratuais com o Assim Saúde. O plano, que atende os servidores do município, está na lista de fornecedores e prestadores de serviços que fariam jus as quantias na gestão passada.

Para o MPRJ, o Assim e outras empresas teriam sido favorecidos por pagarem propinas aos integrantes do esquema escuso instalado na prefeitura.

 

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