Imunizante

Após pressão, cai barreira que impedia uso emergencial da vacina Sputnik V

Retirada de exigência da fase 3 de testes no país pela Anvisa, nesta quarta-feira (3), é decisiva para a liberação do uso emergencial da vacina russa.

O fim do entrave a Sputnik V é uma vitória do governador da Bahia, Rui Costa, e de autoridades de saúde. ”É uma vitória importante nesta nossa luta para garantir mais doses para vacinar brasileiros e brasileiras”, comemorou Rui Costa.  A Sputnik tem eficácia de 91,6% contra o vírus da Covid-19.

Após pressão da sociedade civil, de governadores e de autoridades de saúde, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) decidiu alterar, nesta quarta-feira (3), o guia para uso emergencial de vacinas contra a Covid-19. Entre as mudanças, está o fim da exigência de estudos da fase 3 com imunizantes no país. A barreira vinha segurando a liberação do uso emergencial da vacina Sputnik V há semanas. O governador da Bahia Rui Costa chegou a recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para garantir a autorização.

“É uma vitória importante nesta nossa luta para garantir mais doses para vacinar brasileiros e brasileiras”, celebrou Costa, em mensagem gravada em vídeo. O Consórcio de governadores do Nordeste pretende adquirir 50 milhões de doses da Sputnik V.  Para Rui Costa, a decisão é muito importante porque abre caminho para que o país tenha acesso a milhões de doses não só da Sputnik V como de outros imunizantes.

“Agora, abrimos a porta para que a gente tenha o registro e imunize o povo brasileiro o mais rapidamente. Além de salvar milhares de vidas humanas e de esvaziar nossos hospitais, vamos retomar a vida à normalidade, retomar a economia, o emprego e a renda”, disse o governador. 

Pelo empecilho burocrático, uma vez que o imunizante já foi registrado em 16 países, a agência federal vinha enfrentando duras críticas. A maior delas é pela falta de celeridade da Anvisa diante do agravamento do quadro sanitário, com aumento de infecções e mortes diárias por causa da pandemia. Além disso, o anúncio de constantes atrasos do governo federal na entrega de insumos para a fabricação da vacina CoronaVac carregaram de incertezas o cronograma de uma campanha de vacinação nacional.

A União Química anunciou que teria condições de receber 10 milhões de doses importadas até o mês que vem, assim como garantir pelo menos 150 milhões de vacinas até o fim de 2021, entre doses prontas e desenvolvidas no Brasil. A segurança da vacina foi atestada pela revista científica Lancet, que publicou nesta semana um estudo apontando eficácia de 91,6% contra a Covid-19. Os testes foram feitos com 20 mil voluntários.

“Essa atualização faz parte da estratégia do Brasil de ter acesso a uma vacina”, afirmou a diretora do órgão, Meiruze Freitas, durante coletiva nesta quarta. “Ela está apartada de qualquer discussão que não seja do âmbito técnico para que o Brasil tenha uma vacina com eficácia e segurança”.

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>>>Aeronave da China chega ao Brasil com insumos para 8,6 milhões de vacinas

Chegou na noite da última quarta-feira, 3 de fevereiro, ao aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), o avião vindo da China com insumos para a fabricação de 8,6 milhões de doses da vacina Coronavac contra a convid-19. A aeronave, que saiu ontem (2) de Pequim, trouxe 5,4 mil litros de Insumo Farmacêutico Ativo (IFA), produto necessário para a fabricação do imunizante.

Este é o primeiro lote de insumos que o Instituto Butantan recebe neste ano. Segundo o Butantan, as vacinas produzidas com o lote de matéria-prima desembarcado nesta quarta-feira começarão a ser entregues ao Ministério da Saúde no dia 25.

De acordo com o governo do estado de São Paulo, mais uma carga com 5,6 mil litros de IFA deverá chegar ao Brasil até o dia 10 de fevereiro, o que possibilitará a produção de mais 8,7 milhões de doses em São Paulo.

Somadas, as cargas recebidas hoje e que chegarão no dia 10, permitirão a fabricação de 17,3 milhões de doses da vacina. A previsão do Butantan é que a produção de vacinas contra a covid-19 alcance até 600 mil doses diárias com a chegada das remessas de matéria-prima.

Agência Brasil

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>>>Governo Brasileiro confirma compra de mais 54 milhões de doses da CoronaVac

Aquisição

O Ministério da Saúde confirmou na sexta-feira (29) a opção de compra de mais 54 milhões de doses da vacina contra a covid-19 CoronaVac, produzida pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac.CoronaVac, Governo Brasileiro confirma compra de mais 54 milhões de doses da CoronaVacCoronaVac, Governo Brasileiro confirma compra de mais 54 milhões de doses da CoronaVac

Em vídeo divulgado pela assessoria do ministério, o secretário executivo da pasta, Élcio Franco, comunicou o posicionamento e declarou que haverá esforços para agilizar o registro definitivo do imunizante.

“Estamos solicitando o cronograma à Fundação Butantan para podermos celebrar o contrato já na semana que vem. E também solicitando a antecipação do registro junto à Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária] para iniciarmos a vacinação em massa da população brasileira”, disse.

No contrato entre o ministério e o Instituto Butantan, por meio de sua fundação, a pasta havia adquirido um lote inicial de 46 milhões, com possibilidade de compra das mais 54 milhões de doses da coronavac, totalizando 100 milhões ainda neste ano.

O ministério teria até maio para comunicar a opção de compra, mas nos últimos dias, o Instituto Butantan oficiou o ministério solicitando que o posicionamento fosse dado logo de modo a permitir um melhor planejamento da fabricação de imunizantes pelo órgão.

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