Fim

Força-tarefa da Lava-Jato em Curitiba deixa de existir

Com isso, o grupo deixa de ser um ‘puxadinho’ e passa a atuar sob a coordenação formal da Procuradoria-Geral da República, conforme queria Augusto Aras.

É o fim da força-tarefa do Ministério Público Federal no Paraná responsável pela Lava Jato. Após sete anos, o grupo deixa de existir formalmente para se tornar parte do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, o Gaeco, braço de inteligência do MPF

Alguns de seus integrantes da força-tarefa, segundo informações do MPF, darão continuidade aos trabalhos dentro da unidade. Com isso, o grupo deixa de ser um ‘puxadinho’ e passa a atuar sob a coordenação formal da Procuradoria-Geral da República, conforme queria Augusto Aras.

Foram integrados pela PGR ao grupo do Gaeco quatro procuradores do Paraná ex-integrantes da força-tarefa, com mandatos até agosto de 2022. Assim, o Gaeco passou a contar com nove membros.

Há meses as revelações da Vaza Jato, a chegada de de Aras e a despedida de Sergio Moro da magistratura vinham enfraquecendo a operação. O revés culminou na saída de Deltan Dallagnol, em setembro do ano passado.

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Vaza Jato

O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta segunda-feira (28) que a 10ª Vara Federal de Brasília compartilhe com a defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva as mensagens colhidas na Operação Spoofing, que apura a invasão de celulares de diversas autoridades da República por um grupo de hackers.Lewandowski, Lewandowski ordena que Lula tenha acesso a mensagens hackeadas da Lava JatoLewandowski, Lewandowski ordena que Lula tenha acesso a mensagens hackeadas da Lava Jato

A defesa de Lula pediu acesso às mensagens alegando que nelas há diferentes menções aos processos contra o ex-presidente na Operação Lava Jato, conforme série de reportagens da imprensa.

Nas conversas, há por exemplo trocas de mensagens entre o ex-coordenador da Lava Jato no Paraná, o procurador Deltan Dallagnol, e o ex-juiz Sergio Moro, antigo titular da 13ª Vara Federal de Curitiba, responsável pela operação.

Os advogados de Lula alegam ser necessário ter acesso ao teor do inquérito da Spoofing para identificar a possível parcialidade na condução dos processos contra o ex-presidente.

“Diante da verossimilhança da alegação e tendo em conta o direito constitucional à ampla defesa, defiro, por enquanto, sem prejuízo de providências ulteriores”, afirmou Lewandowski.

Carta Capital

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