Tráfico

Operação da PF investiga a utilização de aviões da Aeronáutica levando drogas para a Espanha

As investigações demonstram que, além do sargento preso na cidade de Sevilha, na Espanha em 2019, outras pessoas se associaram ao militar, de forma estável e permanente, para a prática do crime de tráfico ilícito de drogas.

A PF deflagrou, na manhã desta terça-feira, 2 de fevereiro, a Operação Quinta Coluna, com o objetivo de aprofundar as investigações sobre uma associação criminosa que se utilizou de aeronaves da Força Aérea Brasileira – FAB para remeter drogas para a Espanha. As investigações também englobam a lavagem de ativos obtidos mediante a prática criminosa.

Estão sendo cumpridos 15 mandados de busca e apreensão e 2 mandados que restringem a comunicação dos investigados e a saída do Distrito Federal. A Justiça Federal do Distrito Federal ainda determinou o sequestro de imóveis e veículos dos envolvidos no esquema criminoso. Militares da FAB também participam do cumprimento das medidas.

As investigações demonstram que, além do sargento preso na cidade de Sevilha, na Espanha, outras pessoas se associaram ao militar, de forma estável e permanente, para a prática do crime de tráfico ilícito de drogas, tendo sido apresentado à Justiça elementos que indicam pelo menos mais uma remessa de entorpecente para Espanha.

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Em relação à lavagem de dinheiro, as apurações apontam diversas estratégias do grupo criminoso para ocultar os bens provenientes do tráfico de entorpecentes, especialmente a aquisição de veículos e imóveis com pagamentos de altos valores em espécie.

As investigações feitas pela PF são concomitantes aos processos por tráfico internacional de drogas que tramitam perante a Justiça Militar.

Os crimes de associação para o tráfico e lavagem de dinheiro têm penas que vão de 3 a 10 anos de prisão.

Militar preso na Espanha

No dia 25 de junho de 2019, o sargento da Aeronáutica Manoel Silva Rodrigues, que fazia parte da equipe do avião reserva da viagem do presidente Jair Bolsonaro ao Japão para a reunião do G-20, foi preso na Espanha. O general Augusto Heleno garantiu que os envolvidos serão responsabilizados e punidos.

Deputados da oposição não ficaram satisfeitos com as respostas das autoridades de Defesa para questões como a falta de efetivo para averiguar a segurança dos aviões da Força Aérea Brasileira e a escolha de Sevilha como escala técnica na viagem presidencial ao Japão. Para o deputado Alexandre Padilha (PT-SP), faltam informações também sobre os procedimentos futuros.

Da redação do Portal com informações da Polícia Federal

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