Candidatos

Veja quem são os três evangélicos que disputam uma vaga no STF

O escolhido será o substituto do ministro Marco Aurélio que irá deixar a Corte em julho deste ano.

Em julho de 2021, o ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), sairá da Corte e os bastidores já estão movimentados para saber quem será a escolha do presidente Jair Bolsonaro para assumir o posto.

Segundo o próprio presidente, deve ser por um ministro “terrivelmente evangélico”, como já foi prometido por ele e reforçado depois da opção por Kassio Nunes Marques como o primeiro nome, no lugar do ex-ministro Celso de Mello.

Os três principais candidatos ao posto no STF possuem uma forte ligação com a igreja evangélica e costumam manifestar publicamente sua fé.

São eles o atual ministro da Justiça e Segurança Pública, André Mendonça; o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Humberto Martins; e o juiz federal da 4ª Vara Federal de Niterói, William Douglas.

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André Luiz Mendonça

Atual ministro da Justiça, André é formado em direito em 1993 na Faculdade de Direito de Bauru e fez mestrado na Universidade de Salamanca, na Espanha, sobre Corrupção e Estado de Direito e é doutor pela mesma instituição, com o projeto Estado de Direito e Governança Global. Ele também é pós-graduado em Direito Público pela Universidade de Brasília.

Pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil, Mendonça é cotado como um ministro “terrivelmente evangélico” que poderá ser indicado para a vaga que será aberta após a aposentadoria de Marco Aurélio Mello no STF (Supremo Tribunal Federal), em julho.

Presente em algumas das entrevistas coletivas no Planalto, para abordar sobre a pandemia do novo coronavírus, Mendonça reiterou sempre uma posição alinhada com a do presidente Jair Bolsonaro e defendeu que o combate à doença nos estados e municípios deve acontecer “sem abuso ou punitivismo”.

William Douglas 

Juiz federal da 4ª Vara Federal de Niterói, no Rio de Janeiro, William Douglas Resinente dos Santos é o mais antigo do TRF2. É professor universitário e acadêmico em Direito. Além de ser bacharel, ele também possui pós-graduação em Políticas Públicas e Governo e mestrado em Estado e Cidadania. Já exerceu as atividades de advogado, delegado de polícia e defensor público.

O magistrado também é escritor e já escreveu mais de 50 livros, com mais de 1,2 milhão de cópias vendidas. Entre estes estão os best sellers As 25 Leis Bíblicas do Sucesso, Como Passar em Provas e Concursos e Os 10 Mandamentos para Uma Vida Melhor.

Douglas já recebeu diversos prêmios por suas contribuições à sociedade, sendo quatro medalhas militares, três prêmios pelo trabalho de inclusão social e racial e várias medalhas civis. É um dos autores da proposta de criação dos Juizados Especiais Federais, de 1994.

Entre seus trabalhos com preocupação social mais emblemáticos estão a Missão Vida, que recupera pessoas em situação de rua; a Educafro, pela inclusão racial e social; o Coletivo Justiça Negra Luiz Gama e o Projeto Cristolândia, da CBB, do qual foi coordenador de empreendedorismo.

Humberto Martins

Atual presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e corregedor nacional de Justiça. Humberto pe membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia e é natural de Maceió, onde concluiu o curso de Direito em 1979, pela Universidade Federal de Alagoas. Martins começou a sua atuação profissional como promotor de Justiça, cargo que exerceu de 1979 a 1982.​​​​​

Martins também foi procurador do Estado de Alagoas (de 1982 a 2002) e, por duas décadas, exerceu a advocacia privada, ocupando diversas funções relevantes, como a presidência da Ordem dos Advogados do Brasil de Alagoas, por dois mandatos.

Durante o segundo período à frente da OAB, foi indicado a uma vaga no Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL) pelo quinto constitucional, na condição de advogado. Como desembargador, teve assento em órgãos julgadores cíveis e criminais, foi vice-presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas, corregedor regional eleitoral e diretor da Escola Judiciária Eleitoral.

De 1992 a 2006, lecionou na Universidade Federal de Alagoas. Em 2006, Martins foi nomeado ministro do STJ e, desde então, atuou na Segunda Turma e na Primeira Seção – colegiados especializados em direito público. Martins tomou posse do comando do STJ no dia 27 de agosto de 2020 e tornou-se o 19° presidente da Corte.

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