Armamento

Com aumento de 65% desde 2018, mais de 1 milhão de armas estão em poder de civis

O Brasil tem 1,151 milhão de armas legais nas mãos de cidadãos civis.

Atualmente o Brasil tem 1,151 milhão de armas legais nas mãos de cidadãos civis, correspondendo a uma alta de 65% em relação ao acervo ativo em dezembro de 2018, pouco antes de Jair Bolsonaro assumir a presidência do país.

O levantamento é uma parceria dos Institutos Igarapé e Sou da Paz com o jornal O Globo. Os dados, publicados neste domingo (31), foram obtidos via Lei de Acesso à Informação junto ao Exército e à PF (Polícia Federal).

Em maio de 2019, meses depois de assumir a presidência, Bolsonaro editou um decreto que flexibilizou o uso de armas e munições.

Os números da PF, que incluem as licenças de pessoas físicas, foram os que mais cresceram. O arsenal passou de 346 mil armas de fogo em 2018 para 595 mil no fim de 2020, aumento de 72%.

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O Exército é responsável pelo registro das armas de caçadores, atiradores e colecionadores, o chamado grupo dos CACs. O crescimento no número de armas nessa categoria foi de 58%: passou de 351 mil em 2018 para 556 mil em 2020.

O crescimento é explicado tanto pelo registros de novas armas quando pela renovação de registros expirados.

As medidas tomadas por Bolsonaro facilitou ao cidadão comum o caminho para comprar uma arma. Antes, era preciso comprovar a chamada “efetiva necessidade”.

O grande benefício das ações de Bolsonaro para os CACs foi a quantidade de armas e munições que cada pessoa pode ter. O atirador esportivo podia ter 16 armas e comprar 60.000 munições por ano. Agora, pode possuir até 60 armas (30 de uso permitido e outras 30 de uso restrito) e adquirir 180 mil munições.

“Ao aumentar a potência permitida, você equipara o poder de fogo do cidadão ao da polícia. Se o policial precisa entrar numa residência com refém, o assaltante pode se armar com a arma que estava ali. A polícia fica mais vulnerável, e a tendência é escalar o uso da força”, destacou a diretora do Instituto Sou da Paz, Carolina Ricardo.

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