Controvérsias

Bruno Covas é criticado por fechar São Paulo e ir à jogo no Maracanã

A cidade que governa passava o final de semana na fase vermelha de reabertura de atividades econômicas por ordem de seu correligionário e padrinho político, João Doria. 

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas, que está de licença médica para tratamento de saúde, foi duramente criticado nas redes sociais, por ter ‘fechado’ a cidade de São Paulo, por causa do aumento dos casos de coronavírus na capital paulista e ir à final da Libertadores no Maracanã.

A final entre Palmeiras e Santos jogavam a final da Copa Libertadores da América, neste sábado (30), com cerca de 2,5 mil convidados de ambos os times e da organização do evento aglomeravam-se num setor do estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, entre eles, o prefeito de São Paulo. Torcedor do Santos, Bruno viu o seu time perder por 1 a 0.

No mesmo sábado, o Brasil registrou, pelo décimo dia consecutivo, média móvel de óbitos por covid-19 acima de mil, totalizando 223.971 brasileiros mortos.

A cidade que governa passava o final de semana na fase vermelha de reabertura de atividades econômicas por ordem de seu correligionário e padrinho político, João Doria.

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Segundo a Conmebol, todos os convidados foram obrigados a mostrar exames negativos para covid-19 feitos até 96 horas antes.

Infectologistas afirmam que isso não é garantia de um “passaporte imunológico para aglomeração”, uma vez que, nas primeiras 72 horas, o teste tem menos sensibilidade. Há chance de dar negativo mesmo estando doente e transmitir aos demais, ainda mais em uma arquibancada lotada.

Covas estava de máscara, mas grande parte dos torcedores não. As imagens mostram que pouco adiantou o serviço de som do estádio pedir para manterem distanciamento e usarem a proteção.

O prefeito foi duramente criticado nas redes sociais pelo mau exemplo dado (afinal, ele é o administrador de uma cidade fechada por razões sanitárias), pela falta de solidariedade com milhares de moradores da capital paulista (que não podem fazer o mesmo que ele fez por conta da pandemia), pelo ato incoerente quando se pede sacrifício à população e pelo fato de ter se vendido como um contraponto racional ao terraplanismo biológico do presidente da República e do ministro da Saúde.

Isso lembra quando o próprio João Doria endureceu as regras do isolamento social em São Paulo e foi para Miami, em dezembro, afirmando que havia trabalhado bastante em 2020 e sacrificado o convívio familiar.

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