Intolerância

Mais de 340 milhões de cristãos foram perseguidos no mundo em 2020 pela “Fé em Deus”

Levantamento foi divulgado pela ONG Portas Abertas no dia 13 de janeiro de 2021.

De acordo com um relatório da ONG Portas Abertas, divulgado na quarta-feira, 13 de janeiro, no ano de 2020, cerca de 340 milhões de cristãos foram fortemente perseguidos no planeta. Essa ação ganhou mais força depois que a crise sanitária da pandemia do novo coronavírus chegou. Segundo a insituição, o número supera o levantamento de 2019. Na ocasião, cerca de 260 milhões de católicos, ortodoxos, protestantes, batistas evangélicos ou pentecostais foram atacados.

“As minorias cristãs perseguidas enfrentaram violência sem precedentes e aumento da discriminação. A Covid-19 ampliou as tendências que temos constatado há vários anos”, afirmou a ONG protestante ao apresentar sua lista anual de 50 países onde os cristãos estão no centro da mira.

Dentro da lista de países que mais sofrem com cristãos mortos por expressar a fé está a Nigéria. De acordo com os números, foram mortas 3.530 pessoas. Também estão compondo o topo do ranking a República Democrática do Congo e o Pasquistão.

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No Oriente Médio, na África Subsaariana e no Sul da África as perseguições aos cristãos tem uma ligação ao nacionalismo religioso. No continente Asiático, particulamente, os ataques tem uma relação ao extremismo islâmico que vem se espalhando na Africa, aponta o levantamento.

Além do aumento da perseguição entre os cristãos em 2020, a ONG também revelou que a quantidade de cristãos que foram detidos por sua fé também cresceu no ano passado. Durante os doze meses, mais de 4 mil pessoas foram presas por professar a fé. Em 2019, foram 3.711 detidos. Países como Coreia do Norte, Afeganistão, Somália, Líbia e Pasquisão estão na lista de nações que deteram pessoas cristãs.

Apesar do aumento na perseguição, o ONG Portas Abertas constatou que o número de templos religiosos atacados reduziu pela metade em comparação ao ano de 2019. Em 2020, o número de ataques foi de 4.488 contra 5.576 em 2019. A China é a nação que lidera a lista de templos atacados. Somente no país mais de 3 mil igrejas sofreram danos.

China 

A China tem aumentado as restrições à distribuição de materiais religiosos nos últimos meses, ameaçando com multas, o fechamento de gráficas ou até mesmo prisão por vender livros cristãos ou permitir que clientes fotocopiem hinos. A notícia é do The Christian Post.

Um membro de uma igreja na província de Shanxi disse  que as autoridades locais tiraram um calendário com uma imagem de Jesus da sua casa e colocaram no lugar um retrato de Mao Tsé-Tung. “As famílias religiosas empobrecidas devem obedecer ao Partido Comunista pelo dinheiro que recebem”, teria dito o funcionário que o repreendeu, segundo relato do religioso.

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