Moeda

Dólar fecha em R$ 5,47 e tem maior alta mensal desde março de 2020

A moeda norte-americana terminou janeiro com valorização de 5,53%, depois de ter caído em novembro e em dezembro.

Em um dia de nervosismo no mercado financeiro, tanto no Brasil quanto no exterior, o dólar voltou a aproximar-se de R$ 5,50. A bolsa de valores teve a maior queda diária desde outubro, depois de bater recorde no início de janeiro.

O dólar comercial encerrou esta sexta-feira (29) vendido a R$ 5,474, com alta de R$ 0,039 (+0,71%). A cotação chegou a abrir com pequena queda, mas a tendência de valorização firmou-se ainda durante a manhã.

A divisa terminou a semana estável em relação a sexta-feira passada (22). O dólar só não subiu por causa da forte queda de 2,71% na terça-feira (26), quando a cotação tinha fechado em R$ 5,327. A moeda norte-americana (Dólar) terminou janeiro com valorização de 5,53%, depois de ter caído em novembro e em dezembro.

No mercado de ações, o índice Ibovespa, da B3, teve um dia de tensão. O indicador fechou a sexta-feira aos 115.068 pontos, com recuo de 3,21%. Este foi o maior tombo desde 28 de outubro, quando o índice tinha caído 4,25%.

O Ibovespa terminou janeiro com queda de 3,3%. O índice começou o ano em alta, chegando ao fechamento recorde de 125.076 pontos em 8 de janeiro. De lá para cá, a bolsa passou a acumular perdas.

Fatores domésticos e externos interferiram no mercado financeiro nesta sexta. No Brasil, os investidores estão preocupados com o resultado da corrida para as eleições que decidirão o comando da Câmara dos Deputados e do Senado, na próxima segunda-feira (1º). No exterior, as principais bolsas caíram por causa dos atrasos na vacinação contra a covid-19 em vários países e da onda de compra de ações de empresas em dificuldade por pequenos investidores.

As compras coordenadas de papéis de empresas com problemas de caixa têm provocado prejuízos em grandes fundos nos Estados Unidos. Para cobrir as perdas, esses fundos vendem ações em suas carteiras, provocando queda nos principais índices norte-americanos.

Da redação do Portal com informações da ReutersDólar, Dólar fecha em R$ 5,47 e tem maior alta mensal desde março de 2020Dólar, Dólar fecha em R$ 5,47 e tem maior alta mensal desde março de 2020

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PIB dos EUA 

Em 2020, os Estados Unidos registraram sua pior retração econômica desde 1946, no período imediatamente após a 2ª Guerra Mundial.

De acordo com uma estimativa preliminar do Departamento do Comércio divulgada nesta sexta-feira (28), o PIB norte-americano despencou 3,5% no ano passado, sob o efeito da pandemia de Covid-19.

Depois de entrar em recessão em fevereiro de 2020 após 128 meses de crescimento, a economia norte-americana se recuperou no quarto trimestre, com uma alta de 4%, segundo um indicador anualizado empregado nos EUA.

A cifra foi inferior à prevista por analistas, que esperavam um crescimento de 4,4%. Se for considerado o indicador utilizado em outros países, o crescimento entre outubro e dezembro foi de 1%.

A perda de empregos (10 milhões de postos de trabalho a menos e uma taxa de desemprego de 6,7%), o fechamento maciço de pequenas empresas e uma enorme desigualdade são os traços que marcaram um ano em que as previsões não se cumpriam, à medida que o país era atingido por novas ondas do novo coronavírus.

Conforme o Departamento de Comércio, a queda do PIB em 2020 reflete contrações no gasto das famílias, nas exportações e nos investimentos privados não residenciais, além de uma redução nos gastos das administrações locais e estatais, em parte compensadas por aumentos em incentivos do governo federal.

As exportações caíram 13% em 2020, e o consumo pessoal diminuiu 3,9%. Esses dados preliminares serão revisados numa nova avaliação em 25 de fevereiro.

É a primeira vez que o crescimento anual registra uma queda desde 2009, na Grande Recessão, quando a economia contraiu 2,5%. Bem diferente, por certo, da redução de 1946, que foi de 11,6% em virtude da desmobilização posterior ao conflito bélico.

O comportamento da economia em 2020 foi marcado por altos e baixos: da crise da primavera, que coincidiu com a primeira onda da pandemia, até a retomada do verão, com um crescimento de 7,4% que coincidiu com a reabertura da atividade econômica.

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