Solicitação

MP pede prisão preventiva do prefeito de Manaus e aponta desvio de vacinas

O órgão afirmou que o prefeito e a secretária de saúde de Manaus devem ser investigados por “burlar a fila de prioridades” na vacinação contra a Covid-19.

O Ministério Público do Amazonas (MP) pediu ao Tribunal de Justiça do estado (TJAM) a prisão preventiva do prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), e da secretária municipal de Saúde Shadia Fraxe. Segundo as informações do órgão, ambos devem ser investigados por “burlar a fila de prioridades” na vacinação contra a Covid-19 em Manaus.

Ainda de acordo com as informações do MP, a recente nomeação de dez médicos ligados ao prefeito para cargo de gerente de projeto, mas eles não estariam na linha de frente do combate à pandemia e mesmo assim foram vacinados.

O MP também listou desvio de 13 doses, usadas para imunizar Shadia e outros membros da Secretaria de Saúde: seu subsecretário, Luiz Cláudio de Lima Cruz; os assessores Clendson Ferreira e Stenio Alves.

Também furaram a fila, segundo o MP, o secretário municipal de Limpeza, Sabá Reis; e a secretária da Mulher, Assistência Social e Cidadania, Jane de Oliveira.

Além da prisão de David Almeida e de Shadia Fraxe, o MP pediu o afastamento dos gestores. O desembargador José Hamilton Saraiva dos Santos, do TJ-AM, declinou o pedido para a Justiça Federal.

No pedido, o MP do Amazonas disse que o prefeito e a secretária incorreram nos crimes de peculato, em razão do desvio das vacinas; e falsidade ideológica, por declararem, na nomeação de médicos, que eles exerceriam a atividade.

Ver mais:

>> Ministério da Saúde estima remoção de cerca de 1,5 mil pacientes de Manaus

>> Hospital das Clínicas começa a tratar cinco pacientes com Covid-19 vindos de Manaus

>> Dez pacientes de Manaus com Covid-19 chegam ao Hospital das Clínicas, no Recife

Os médicos foram nomeados entre os dias 18 e 19, quando começou a vacinação em Manaus, com salários de R$ 9 mil.

Entre os médicos nomeados e vacinados estão as irmãs Gabrielle e Isabelle Kirk Lins, da família do empresário de Manaus Nilton da Costa Lins Júnior; e também David Dallas, filho do ex-deputado estadual do Amazonas Wanderley Dallas. Os outros médicos são Carlos Borborema, Fernanda de Oliveira, Manoel Pereira Júnior, Gabriela de Aguiar, Tatiana Lotti, Alessandro Pontes e Carla Frota.

“Exsurge cristalina a suspeita do Parquet Estadual de que houve verdadeira corrida na contratação dos médicos apontados na Peça inaugural para que este grupo de pessoas, aparentemente, amealhadas por relações de amizade ou parentesco, fosse beneficiado pela sua tempestiva inclusão no grupo de profissionais da saúde, que trabalham em unidade pública, na linha de frente ao combate contra a pandemia”, escreveu o desembargador na decisão.

Segundo o MP, também furaram a fila a advogada Tamyres Kutchma de Albuquerque; o empresário Bento Martins de Souza, e sua esposa, Jane Pereira de Souza, ambos donos de empresas que fornecem refeições para hospitais de Manaus.

Leia aqui a íntegra da decisão:

MP, MP pede prisão preventiva do prefeito de Manaus e aponta desvio de vacinas
Foto: Reprodução

Deixe seu comentário

[gs-fb-comments]
WP2Social Auto Publish Powered By : XYZScripts.com
Enviar Mensagem
Entre no Grupo de WhatsApp do Portal