Posicionamento

Mourão acredita na saída do ministro das Relações Exteriores

Em entrevista à Rádio Bandeirantes, o vice-presidente disse que haverá uma reoganização do governo para que seja acomodada uma nova composição política.

O vice-presidente do Brasil, o General Hamilton Mourão, em entrevista à Rádio Bandeirantes, disse que “talvez alguns ministros sejam trocados” do Governo Federal. Na declaração, o vice-representante do Brasil também cita uma possível saída do ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo.

Mourão disse que não tinha bola de cristal, mas afirmou que depois das eleições no Senado e na Câmara Federal, marcadas para o dia 1º de fevereiro, acontecerá uma reoganização do governo para que, segundo Hamilton, seja acomodada uma nova composição política.

“Não tenho bola de cristal, nem esse assunto foi discutido comigo. Mas em um futuro próximo, depois da eleição dos novos presidentes das duas Casas do Congresso poderá ocorrer uma reoganização do governo para que seja acomodada uma nova reoganização do governo para que seja acomodada uma nova composição política que emergir deste processo. Talvez com isso aí alguns minsitros sejam trocados, entre eles, o próprio Ministério das Relações Exteriores”, afirmou o vice-presidente.

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Conversas

O vice-presidente Hamilton Mourão admitiu a falta de diálogo com o presidente Jair Bolsonaro. Mourão conta que as conversas são poucas, o que o impede até mesmo de saber como agir.

“Não há conversas seguidas entre nós. As conversas são bem esporádicas”, afirmou à CNN Brasil. “Faz falta, sim. Faz falta até para eu entender em determinados momentos o que eu preciso fazer”, completou Mourão.

O vice-presidente disse que considera “difícil” que Bolsonaro o convide a ser vice em sua chapa em 2022.

“Depende. Teríamos de ter uma conversa”, ponderou. “Não sou candidato a nada”, ressaltou.

O general declarou que “em hipótese alguma” concorrerá contra Bolsonaro. “Fui militar durante 46 anos da minha vida. Comandei tudo que você pudesse comandar. Então, a mosca azul não me pica aqui de jeito nenhum”, afirmou o general.

Mourão disse que a falta de conversa com Bolsonaro o deixa mais distante dos bastidores das eleições para presidente da Câmara e do Senado. Mas, acredita que os vencedores não vão criar obstáculos para o governo, por não fazerem oposição ao Planalto.

Para Mourão, a disputa no Congresso indica que haverá uma reforma ministerial este ano.

“Os indícios levam a isso. Estamos num momento de transição, nova liderança nas duas casas do Congresso”, declarou.

O vice-presidente também considera que tanto Bolsonaro quanto o governador João Doria cometeram erros na condução das disputas políticas em torno da vacinação contra covid-19.

“Tanto do nosso lado aqui do governo, como do Doria. Aí começa um chama de mentiroso, o outro chama de não sei o quê. Isso não é a política”, afirmou. “Vejo que isso aí foi algo que, vamos dizer assim, fugiu à boa política. Essa é minha visão. Fugiu à boa política”, acrescentou.

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