Especulação

Governo pode ficar sem efetuar pagamento de militares em maio por conta de orçamento parado

A chamada Regra de Ouro impede o governo de se endividar para pagar as despesas correntes.

A partir do mês de abril, os militares ativos da reserva das Forças Armadas podem ficar sem salário. De acordo com informações, a chamada Regra de Ouro impede o governo de se endividar para pagar as despesas correntes. Com isso, parte da remuneração dos militares dependerá do aval do Congresso.

Em entrevista ao jornal Folha de São Paulo, o Ministério da Economia disse que os valores disponíveis para o pagamento serão suficientes para efetuar o pagamento dos meses de fevereiro, março e abril.

“Não é possível antever a falta de recursos orçamentários para qualquer despesa prevista ou política pública governamental”, afirmou o ministério.

De acordo com o site Poder 360, dos R$ 56,7 bilhões previstos para a remuneração de 2021, apenas R$ 14,2 bilhões estão efetivamente liberados. Os outros 75% dependerão de decisão de deputados e senadores. Mas, para pedir a autorização, o governo tem de esperar a aprovação do Orçamento deste ano, que pode não chegar a tempo.

A Regra de Ouro está prevista na Constituição Federal de 1988 e é um norma fiscal que não deixa o governo usar recursos de empréstimos de emissão de títulos públicos para pagar despesas do cotidiano, por exemplo, os salários e os benefícios sociais. Sendo assim, as despesas precisam ser aprovadas pelo Congresso Nacional.

Com informações do Site Poder 360

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>>>Governo Bolsonaro gastou R$ 34,2 milhões com chicletes, pizzas e refrigerantes

Polêmica

O Governo Jair Bolsonaro gastou mais de R$ 1,8 bilhão em compras só em 2020. O “carrinho” do governo federal tem de sagu a chicletes. O valor representa aumento de 20% em relação a 2019.

Em 2020, os órgãos sob comando do presidente Jair Bolsonaro gastaram pouco mais de R$ 5 milhões na compra da uva passa. O gasto (e o gosto) com o produto, questionável para alguns, não é nem 1% do valor total pago na compra de supermercado do governo, revela o Metrópoles.

Levantamento do (M)Dados, núcleo de jornalismo de dados do Metrópoles, com base do Painel de Compras atualizado pelo Ministério da Economia, mostra que, no último ano, todos os órgãos do executivo pagaram, juntos, mais de R$ 1,8 bilhão em alimentos, um aumento de 20% em relação a 2019.

Os valores chamam a atenção. Só em goma de mascar, foram R$ 2.203.681, 89 aos cofres públicos. Sem contar a compra de molho shoyo, molho inglês e molho de pimenta que, juntos, somam mais de R$ 14 milhões do montante pago. Pizza e refrigerante também fizeram parte do cardápio do ano. Débito de R$ 32,7 milhões dos cofres da União.

Valor gasto com leite condensado ultrapassa os R$ 15 milhões. Sorvete também está na lista das compras. No painel de compras, também é possível ver o valor gasto com doce em tablete.

Os frutos do mar não ficaram de fora das refeições (R$ 6,1 milhões) e muito menos peixes, in natura e conserva (R$ 35,5 milhões), bacon defumado (R$ 7,1 milhões) e embutidos (R$ 45,2 milhões). Para as sobremesas, muito açúcar: sorvete, picolé, fruta em calda, doce em tablete, cristalizado, para cobertura, granulado ou confeitado. Ao gosto do cliente, por R$ 123,2 milhões.

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