Declaração

Bolsonaro: leite condensado é para ‘enfiar no rabo’ da imprensa

Presidente do Brasil prosseguiu dizendo à claque o que os veículos de imprensa que noticiaram a história (a começar pelo primeiro, o portal Metrópoles) já haviam explicado: os gastos com a compra de alimentos no ano passado são do governo federal como um todo.

Em evento fechado com artistas numa churrascaria de Brasília nesta quarta (27), Jair Bolsonaro atacou a imprensa por causa da repercussão dos gastos do governo federal com alimentos em 2020, incluindo R$ 15 milhões com leite condensado.

“Quando eu vejo a imprensa me atacar, dizendo que comprei 2 milhões e meio de latas de leite condensado… vai pra puta que pariu!”, discursou o presidente, para o aplauso e as risadas dos puxa-sacos presentes ao evento.

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“Imprensa de merda essa daí. É pra enfiar no rabo de vocês aí —vocês não, vocês da imprensa— essa lata de leite condensado.”

Bolsonaro prosseguiu dizendo à claque o que os veículos de imprensa que noticiaram a história (a começar pelo primeiro, o portal Metrópoles) já haviam explicado: os gastos com a compra de alimentos no ano passado são do governo federal como um todo, incluindo ministérios e estatais, não apenas da Presidência.

O presidente afirmou ainda que “acusações levianas não levam a lugar nenhum” e prometeu levar Wagner Rosário, da CGU, a sua live desta quinta (28) para falar do caso. Disse também que a gestão de Dilma Rousseff gastou mais que ele com leite condensado.

Veja o vídeo:

 

Da redação do Portal com informações do O Antagonista 

Polêmica

O vice-presidente Hamilton Mourão admitiu a falta de diálogo com o presidente Jair Bolsonaro. Mourão conta que as conversas são poucas, o que o impede até mesmo de saber como agir.

“Não há conversas seguidas entre nós. As conversas são bem esporádicas”, afirmou à CNN Brasil. “Faz falta, sim. Faz falta até para eu entender em determinados momentos o que eu preciso fazer”, completou Mourão.

O vice-presidente disse que considera “difícil” que Bolsonaro o convide a ser vice em sua chapa em 2022.

“Depende. Teríamos de ter uma conversa”, ponderou. “Não sou candidato a nada”, ressaltou.

O general declarou que “em hipótese alguma” concorrerá contra Bolsonaro. “Fui militar durante 46 anos da minha vida. Comandei tudo que você pudesse comandar. Então, a mosca azul não me pica aqui de jeito nenhum”, afirmou o general.

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Mourão disse que a falta de conversa com Bolsonaro o deixa mais distante dos bastidores das eleições para presidente da Câmara e do Senado. Mas, acredita que os vencedores não vão criar obstáculos para o governo, por não fazerem oposição ao Planalto.

Para Mourão, a disputa no Congresso indica que haverá uma reforma ministerial este ano.

“Os indícios levam a isso. Estamos num momento de transição, nova liderança nas duas casas do Congresso”, declarou.

O vice-presidente também considera que tanto Bolsonaro quanto o governador João Doria cometeram erros na condução das disputas políticas em torno da vacinação contra covid-19.

“Tanto do nosso lado aqui do governo, como do Doria. Aí começa um chama de mentiroso, o outro chama de não sei o quê. Isso não é a política”, afirmou. “Vejo que isso aí foi algo que, vamos dizer assim, fugiu à boa política. Essa é minha visão. Fugiu à boa política”, acrescentou.

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