Imunizante

Dez milhões de vacinas da Oxford/AstraZeneca devem chegar ao Brasil em fevereiro

"Não vejo mais obstáculos do lado do governo e obteremos todas as permissões necessárias para garantir o produto para o Brasil, uma vez que as negociações com o governo brasileiro estiverem finalizadas", disse um dos diretores-executivos do instituto indiano.

A partir do mês de fevereiro, a expectativa é de que dez milhões de vacinas contra à Covid-19 da Oxford/AstraZeneca cheguem ao Brasil. A notícia foi divulgada por um dos diretores-executivos do Instituto Serum Suresh Jadhav. De acordo com o diretor, a Índia providenciará toda a quantidade de doses do imunizante que o Brasil precisa em “um curto período de tempo”.

Segundo Jadhav, a prioridade é fornecer as doses para os países vizinhos, mas que assim que todo o processo de entrega for concluído, levará uma semana para que as vacinas cheguem ao Brasil em um prazo de uma semana. O diretor também afirmou que um novo atraso na entrega das doses pode ocorrer, como na primeira entrega.

“Não vejo mais obstáculos do lado do governo e obteremos todas as permissões necessárias para garantir o produto para o Brasil, uma vez que as negociações com o governo brasileiro estiverem finalizadas”, afirmou.

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Aprovação

A Comissão Técnica Nacional em Biossegurança (CTNBio), do Ministério da Ciência e Tecnologia, afirmou no último dia 15 que a vacina contra a covid-19 desenvolvida pela Universidade de Oxford em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) é segura. Por lei, cabe ao colegiado emitir parecer sobre a segurança de organismos geneticamente modificados (OGMs), como é o caso do imunizante.Vacina da Oxford, Vacina da Oxford-Fiocruz é segura, afirma CTNBioVacina da Oxford, Vacina da Oxford-Fiocruz é segura, afirma CTNBio

A avaliação é uma etapa protocolar e não diz respeito ao uso e liberação comercial da vacina.

Pela legislação, nesse caso específico, a decisão sobre o uso comercial cabe à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), cuja diretoria colegiada reúne-se no próximo domingo (17) para deliberar sobre a liberação do uso emergencial do imunizante.

A Lei de Biossegurança diz que cabe à CTNBio prestar apoio técnico consultivo ao governo federal em questões de biossegurança. Entre outras funções, o colegiado analisa estudos com OGMs no Brasil, que podem ser plantas transgênicas, vacinas (tanto para humanos quanto para animais), células humanas ou micro-organismos.

Os pareceres técnicos são encaminhados a diferentes órgãos, como a Anvisa, ministérios da Agricultura, Pecuária e Pesca e do Meio Ambiente, ente outros, sempre que houver uso de um OGM.

No caso da vacina de Oxford, usa-se a tecnologia conhecida como vetor viral geneticamente modificado, que utiliza um vírus de resfriado retirado de um chimpanzé, em uma versão enfraquecida de um adenovírus. A esse adenovírus é adicionado o material genético da proteína spike do novo coronavírus (SARS-CoV-2) , induzindo à formação de anticorpos.

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