Decisão

Justiça determina prisão de deputado durante 17 dias por perturbação do sossego

Parlamentar foi condenado e vai cumprir pena em regime semiaberto. Político disse que vai se entregar na terça-feira, 26 de janeiro.

O deputado federal Emerson Petriv (Pros), mais conhecido como Boca Aberta,teve um mandado de prisão expedida pela Vara de Execuções Penais de Londrina, no norte do Paraná,  

O parlamentar foi condenado a 17 dias de prisão em regime semiaberto por perturbação de sossego. O documento foi expedido pela Justiça no dia 15 de janeiro.

A condenação é referente a uma confusão na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Jardim do Sol, em janeiro de 2017, na qual o ex-vereador estava envolvido.

À época, Boca Aberta era vereador de Londrina, no norte do Paraná, e chegou a ser levado para a delegacia. Ele afirmou que tinha recebido denúncias de usuários sobre problemas no atendimento.

O deputado disse que o pedido de prisão já havia sido revogado em 2020. Apesar disso, o parlamentar informou que irá se entregar para cumprir a pena no Centro de Reintegração Social de Londrina, na terça-feira, 26 de janeiro.

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Entenda

Na época, o vereador de Londrina, no norte do Paraná, Emerson Petriv (PP) foi levado à delegacia após uma nova confusão na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Jardim do Sol na noite de uma quarta-feira (11/01/2017). Há seis dias o parlamentar já tinha assinado um termo circunstanciado por desacatar médicos e a enfermeira-chefe da unidade depois de ‘fiscalizar’ o local.

Petriv, também conhecido como Boca Aberta, informou que desta vez assinou o termo circunstanciado sob a alegação de ter atrapalhado o andamento do trabalho dos profissionais de saúde e perturbação de sossego.

“Fui até a UPA depois de receber denúncias de pacientes que aguardavam mais de 12 horas por atendimento, e que não havia médico. Cheguei no local por volta das 20h40, e comuniquei que estava lá ao meu advogado, prefeito, secretário de Saúde e ao presidente da Câmara. O papel que indicava a escala de médicos apontava que quatro teriam que estar trabalhando, mas tive a informação que apena um estava atendendo os pacientes. A enfermeira-chefe não quis abrir as portas para que eu verificasse”, detalhou o vereador.

Um médico e quatro enfermeiros também estiveram na delegacia, junto com Petriv, para contar o que ocorreu.

A Secretaria Municipal de Saúde informou que quatro médicos estavam na escala de plantão na quarta-feira. Na quinta-feira (12/01/2017), a UPA Jardim do Sol terá dois profissionais trabalhando, no entanto a secretaria está tentando remanejar mais um médico do município para atender na unidade.

O Sindicato dos Médicos do Norte do Paraná (Sindmed) emitiu uma nota de desagravo nesta quinta-feira contra a atitude do vereador no dia 6 de janeiro.

A nota acusa o parlamentar de ter apresentado ‘conduta ofensiva e desrespeitosa aos médicos e demais profissionais de saúde’ o que ‘causou transtornos ao atendimento aos pacientes. Imbuído em promover uma “ação midiática”’.

A nota ainda pontua que Petriv agiu ‘de forma truculenta para assim manipular a situação como um espetáculo de horrores a seu favor’.

O Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM) também emitiu nota de repúdio contra as atitudes adotadas pelo vereador Emerson Petriv.

O CRM esclareceu que reconhece ter o representante do legislativo municipal a prerrogativa de fazer questionamentos sobre aspectos administrativos da unidade que devem ser respondidos pelo gestor.

“Porém, a sua destemperança é agressiva à toda classe médica”, diz ainda a nota. O CRM pontua que já solicitou, junto à Câmara de Vereadores, que a Comissão de Ética apure a conduta do parlamentar.

O deputado segue envolvido em várias questões judicais e confusões.

Da redação do Portal com informações do G1PR

 

 
 
 
 
 
 

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