Opinião

FBC defende Bolsonaro e diz que pedidos de impeachment contra o presidente são um desserviço ao Brasil

Afirmação foi feita no Twitter do líder do governo no Senado, na última quinta-feira, 21 de janeiro.

O líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (FBC) disse que os pedidos de impeachment contra o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, são um “desserviço” ao país. A declaração foi feita na última quinta-feira, 21 de janeiro, pelo senador por meio de suas redes sociais. De acordo com FBC, as críticas sobre a atuação do governo frente à pandemia são parte do processo democrático.

“As críticas à atuação do governo e ao presidente da República frente à pandemia são parte do processo democrático e devem ser ouvidas, mas alimentar iniciativas que buscam o impeachment é um desserviço ao país”, disse FBC.

Fernando Bezerra Coelho também publicou no Twitter uma mensagem em que diz que o momento exige equilíbrio e harmonia.

“O momento exige equilíbrio e harmonia entre as instituições para fazer avançar uma campanha nacional de imunização contra a Covid-19 e as medidas que garantirão a retomada da economia, com geração de emprego e renda para os brasileiros”, declarou.

Neste sábado, atos contra o presidente Bolsonaro foram realizados em grande parte do Brasil. No Recife, uma carreata marcou a data começando em frente à Fabrica Tacaruna, na Agamenon Magalhães, até a Pracinha de Boa Viagem, Zona Sul da cidade. O evento contou com a presença da vice-governadora de Pernambuco, Luciana Santos e do deputado estadual João Paulo.

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Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro disse na quarta-feira (20), que “se Deus quiser” vai permanecer no cargo até 2022. A declaração acontece após a crescente pressão nas redes sociais e no meio político para que o Congresso abra um processo de impeachment contra ele.

Até agora, há 61 pedidos de impeachment contra Bolsonaro protocolados na Câmara.

“Se Deus quiser vou continuar meu mandato e, em 2022, o pessoal (que) escolha. Tem muita gente boa para escolher”, afirmou o presidente, em conversa com apoiadores, no Palácio da Alvorada. “Espero que os bons se candidatem também, para não deixar os mesmos de candidatos.”

A afirmação foi feita após perguntas de eleitores sobre a trágica situação de Manaus, onde pacientes com covid-19 morreram por falta de oxigênio nos hospitais.

“Agora o problema lá é mais grave que no resto do Brasil. Geralmente, a rede pública lá, de hospital, sempre esteve cheia, 90%, 95%, e as cirurgias estão sendo adiadas”, disse Bolsonaro.

 

“Então, a pessoa que podia ter um tratamento preventivo lá atrás não vai (ao hospital) porque não tem atendimento e, quando agrava a doença, ela vai e junta com a pessoa que está com covid. Daí vem o caos.”

Apesar de afirmar que a situação de Manaus é mais grave, Bolsonaro observou depois que “o caos não é só lá”.

Na semana passada, partidos de oposição anunciaram que vão protocolar, nos próximos dias, um novo pedido de impeachment contra Bolsonaro, sob o argumento de que ele cometeu “crimes de responsabilidade em série” na condução da pandemia do coronavírus.

Os eleitores de Bolsonaro concordaram, mas relataram casos sobre a triste situação de Manaus.

“Olha, tem o governo federal, os estaduais e municipais. É compartilhado. Nós aqui fazemos tudo o que é possível. Quando é solicitado, nós atendemos”, disse.

Logo depois, afirmou haver “uma diferença enorme entre o que acontecia no passado e o que acontece hoje em dia”, citando, mais uma vez, o PT, partido com o qual rivaliza na cena política.

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