Transporte

Aumento de passagem dos ônibus no Grande Recife leva Anel A para 4 reais

Fernando Bandeira, presidente da Urbana-PE, argumenta reajuste de 16% na frota dos coletivos da Região Metropolitana do Recife.

Aumento das passagens de ônibus da Região Metropolitana do Recife pode ser de 16%, de acordo com o desejo dos empresários. Essa é a proposta do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Pernambuco (Urbana-PE).

Com isso, caso aprovado pelo governo estadual, os novos valores teriam um amplo aumento se comparado com o cobrado atualmente. O anel A, por exemplo, mais usado pelos passageiros,  passaria de R$ 3,45 para R$ 4.

O Anel B iria de R$ 4,70 para R$ 5,45 e, o Anel G, de R$ 2,25 para R$ 2,60. O reajuste só acontece com aprovação do governo de Pernambuco e, consequentemente, seja aprovado pelo Conselho Superior de Transporte Metropolitano (CSTM), colegiado que aprova ou não o aumento, mas que segue a decisão do governo estadual.

Mesmo assim, o setor empresarial costuma apresentar índices mais altos do que o Estado
espera, calculados a partir das perdas que o sistema acumula – queda de demanda de
passageiros e aumento dos insumos, como folha de pagamento e combustível, principalmente.

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Em 2020, foi pedido 14,13% e não foi atendido. Em 2019, proposta era de 16,18% (o mesmo de agora, em 2021), mas o percentual aprovado foi de 7,07%.

Fernando Bandeira, presidente da Urbana-PE, explica os argumentos para a defesa dos 16%.

“Estamos há dois anos sem realinhamento. Não tivemos em 2018 nem em 2020. Tivemos um ano muito difícil, de muita perda de receita. Em março e abril, ficamos com apenas 25% da demanda de passageiros. E atualmente seguimos com uma média de 60%”, argumenta.

A proposta já se encontra de posse do secretário de Desenvolvimento Urbano de Pernambuco, Marcelo Bruto, que preside o CSTM e quem tem a missão de convocar a reunião do para votar o reajuste.

“Todo mês de janeiro é, historicamente, o mês em que o realinhamento tarifário é discutido. E, como representantes do conselho, estamos propondo essa discussão”, explicou Fernando Bandeira.

Os empresários defendem que, caso seja dado apenas a inflação, ela seja de dezembro de 2018 a dezembro de 2020, o que daria 9% de reajuste. Isso porque o realinhamento de 2019 levou em consideração dezembro de 2018.

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