Opinião

“Impeachment sem crime de responsabilidade é tumulto na democracia”, avalia deputado

O deputado Marcel van Hattem destaca que tudo o que foi prometido pela bancada do Novo na campanha de 2018 tem sido cumprido à risca.

O candidato à Presidência da Câmara, deputado Marcel van Hattem (Novo), afirmou que durante entrevista nesta terça-feira (19), os pedidos de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro protocolados na Casa não tem crime de responsabilidade claramente definido.

“É algo que o Maia tem dito e que o Novo tem avaliado. O impeachment é um processo que demanda crime claramente definido. Há fatos pretéritos que dão preocupação, como o uso da Abin para fins pessoais, o Novo requereu informações para entender melhor o assunto. Se não é apenas mais um tumulto na democracia e nas instituições, o que não é bem-vindo”, completa.

Van Hattem afirmou que, como candidato, pretende unir os deputados para andar em conjunto porque existem pautas importantes a serem avaliadas.

“Precisamos começar a agilizar o que está parado na Câmara. Não temos problemas em elogiar quanto tem mérito ou criticar quando precisa. Já elogiamos a reforma da Previdência, mas não temos controle sobre tudo. Precisamos manter a fiscalização constante. As privatizações dos Correios, da Eletrobrás estão paradas”, disse.

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O deputado pretende privatização o máximo de estatais possíveis e avançar na reforma tributária e administrativa para destravar a pauta econômica.

O candidato do Novo, é defensor da votação presencial e secreta. As eleições na Câmara serão no dia 1º de fevereiro. Van Hattem destacou que tudo o que foi prometido pela bancada do Novo na campanha de 2018 tem sido cumprido à risca.

O parlamentar alfinetou alguns concorrentes e afirmou que é preciso olhar o currículo dos candidatos para ver quem tem compromisso com o combate à corrupção. Entre as pautas polêmicas, ele citou o juiz de garantias e a lei do abuso de autoridade.

“O presidente da Câmara é quem pode colocar a bola no meio do campo. Nós, deputados federais, somos o poder constituinte. Por isso queremos dar um basta nessa relação promiscua entre os poderes”, finaliza Van Hattem.

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