Opinião

Pazuello critica Doria e diz que SP faz uma “jogada de marketing” com vacina

O ministro ficou irritado com o ato simbólico realizado em São Paulo para vacinar a enfermeira Mônica Calazans.

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, acusou o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), de “desprezar a lealdade federativa” e promover uma “jogada de marketing” pela vacina contra covid-19.

O ministro ficou irritado com o ato simbólico realizado em São Paulo para vacinar a enfermeira Mônica Calazans, primeira pessoa a receber uma vacina contra a covid-19 no país.

O evento ocorreu minutos após a Anvisa autorizar o uso emergencial da vacina CoronaVac, produzida pelo Instituto Butantan (SP) em parceria com o laboratório chinês Sinovac.

Jogada de marketing

Para o ministro, o gesto de Doria foi uma “quebra de pactuação” em relação ao Plano Nacional de Imunização, que, segundo ele, teve o consentimento de todos os governadores.

“Quebrar essa pactuação é desprezar a igualdade entre os estados e entre todos os brasileiros, construída ao longo da nossa história. É desprezar a lealdade federativa”, declarou.

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O Ministério da Saúde defende que a vacinação deve começar de forma simultânea em todos os estados e estabeleceu critérios que, de acordo com Pazuello, garantem a distribuição proporcional e igualitária entre os entes federados.

São Paulo, por sua vez, tem um planejamento próprio, costurado a partir do avanço dos estudos com a CoronaVac.

Além da questão do calendário, há uma disputa política entre os Executivos estadual e federal quanto ao uso do imunizante desenvolvido pelo Butantan. O Ministério da Saúde exige que o instituto entregue à União as 6 milhões de doses que estão armazenadas em São Paulo.

O argumento é de que há um contrato firmado entre as partes que garante exclusividade na aquisição e distribuição.

“Isso é uma questão jurídica que eu não vou responder agora. Quem vai dizer é a Justiça”, comentou. “Como foi feita essa entrega sem ter feito a liquidação?”, questionou o ministro, se referindo à dose utilizada em SP para vacinar a enfermeira Mônica Calazans.

O governo de São Paulo informou que vai deixar 1,4 milhão de doses no estado e enviar 4,6 milhões de doses para os outros estados.

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