Declaração

Bolsonaro: “a vacina é do Brasil, tá? Não é de nenhum governador não, é do Brasil”

O Presidente fez o comentário enquanto conversava com apoiadores sobre a aprovação das vacinas contra Covid-19 pela Anvisa.

O Presidente Jair Bolsonaro, conversou com apoiadores na manhã desta segunda-feira, 18 de janeiro, e quando comentou sobre a aprovação das vacinas contra a Covid-19 pela Anvisa, declarou que “a vacina é do Brasil”.

“A Anvisa aprovou, não tem o que discutir mais. Havendo disponibilidade no mercado, a gente vai comprar e vai atrás de contratos que fizemos também, que era para ter chegado a vacina aqui. Então, tá liberado a aplicação no Brasil e a vacina é do Brasil, tá? Não é de nenhum governador não, é do Brasil” afirmou.

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Aprovação da Anvisa

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) concedeu neste domingo, 17 de janeiro, a autorização para uso emergencial da vacina de Oxford e da CoronaVac. São as primeiras vacinas contra a covid-19 aprovadas para uso no país.

A decisão foi tomada nos primeiros três votos, a favor, da diretoria, composta por cinco membros. Os votos foram da relatora Meiruze Freitas, de Romison Rodrigues e Alex Machado. Eles ressaltaram o contexto de urgência, gravidade e colapso em alguma regiões, prestaram solidariedade às vítimas e familiares da doença, sobretudo aos casos de Manaus, e argumentaram que os benefícios dos imunizantes superam os riscos.

A vacina de Oxford foi desenvolvida pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, e pela farmacêutica anglo-sueca AstraZeneca, e, no Brasil, será produzida pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), no Rio de Janeiro. Já a CoronaVac foi desenvolvida pela empresa chinesa Sinovac e será fabricada pelo Instituto Butantan, em São Paulo.

O uso emergencial vale para um lote de 2 milhões de doses da vacina de Oxford produzida pelo Instituto Serum, na Índia, e 6 milhões de doses da CoronaVac, que já estão em território nacional. Para o uso de outros lotes, será necessária uma nova solicitação.

A CoronaVac foi incorporada ao plano nacional de vacinação contra covid-19 do Ministério da Saúde. A previsão é que esse primeiro lote seja usado para dar início à campanha de imunização a partir de quarta-feira (20), data ainda não oficial, anunciada pelo ministro da Saúde Eduardo Pazuello durante reunião com prefeitos na quinta-feira (14).

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