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Artigo: Bacurau e o desarmamento – por Jason Medeiros 

O filme se passa alguns anos no futuro e conta a história de uma cidade (fictícia) pequena, conhecida como Bacurau, no interior do nordeste brasileiro, que é invadida por estrangeiros que subjugam a população local.

Bacurau (2019) é um longa-metragem brasileiro escrito e dirigido pelos cineastas, e militantes políticos de esquerda, Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, vencedor do Prêmio do Júri do Festival de Cannes no ano do seu lançamento.

O filme se passa alguns anos no futuro e conta a história de uma cidade (fictícia) pequena, conhecida como Bacurau, no interior do nordeste brasileiro, que é invadida por estrangeiros que subjugam a população local. Mas, para o azar dos invasores, a população é inteligente, resistente e fortemente armada, o que acaba por frustrar a empreitada dos forasteiros.

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É fato que a obra suscita as mais diversas interpretações e análises, todavia, gostaria de chamar a atenção do leitor para a questão do desarmamento, que é perfeitamente explícita na história de Bacurau, mas normalmente negligenciada pelos críticos e cinéfilos.

Chega ser inusitado ver um militante político produzir um filme em que pretende discutir temas caros a agenda esquerdista, errar tão grosseiramente na materialização da sua pretensão, pois a história narrada no filme, claramente contradiz uma das mais fortes pautas dos militantes à esquerda do espectro político que é o desarmamento da população em nome de uma suposta segurança pública.

Para que fique ainda mais claro como o cineasta deu um tiro no próprio pé contaremos uma história real e que permite que façamos uma analogia com o caso fictício apresentado em Bacurau.

Mossoró x Lampião

O cangaço foi um movimento criminoso surgido na primeira metade do século XX que se dedicava a saquear cidades, assassinar pessoas, estuprar mulheres e espalhar o terror pela região nordeste.

Grande parte do seu sucesso, entre outros fatores, se devem as medidas desarmamentistas promovidas pela ditadura Vargas. O ditador visando diminuir o poderio bélico dos coronéis da região, afirmou que as armas dos cangaceiros advinham dos saques aos estoques dos fazendeiros, o que deixou os criminosos felizes. O especialista em segurança pública Benedito Barbosa fala sobre a questão no seu livro Mentiram Para Mim Sobre o Desarmamento (2015):

“Lampião desfrutou do mesmo benefício que os criminosos de hoje desfrutam: escolher as vítimas sem a preocupação de ser baleado ou morto durante o revide. Tudo graças à lógica invertida do desarmamento: entregue suas armas e você estará mais seguro.”

Virgulino Ferreira da Silva, vulgo Lampião (1898-1938), conhecido como Rei do Cangaço, o mais temido e conhecido dos cangaceiros, teve uma derrota expressiva em 13 de Junho de 1927 na cidade de Mossoró/RN.

O prefeito, sabendo que não contaria com a proteção das forças policiais e militares para defender a população dos cangaceiros, armou cerca de 300 voluntários distribuindo-os em pontos estratégicos e ordenou que idosos, crianças, e mulheres, fossem retirados da cidade. Quando os cangaceiros lá chegaram, foram recebidos com toda a pompa bélica merecida, e terminaram recuando para não mais voltar.

Diante do exposto, seja a histórica fictícia, aqui representada por Bacurau, seja pela história real, aqui representada pela tentativa de invasão de Lampião a cidade de Mossoró, a lição é a mesma: um “povo armado jamais será escravizado”, como bem disse o atual Presidente da República do Brasil Jair Messias Bolsonaro.

“Um povo livre precisa estar armado” – George Washington

Por: Jason Medeiros

Jason de Almeida Barroso Medeiros, 26 anos, bacharelando em Direito pela Universidade Católica de Pernambuco; Oficial da Reserva pelo CPOR/R; Entusiasta da filosofia política e editor do perfil @ocontribuinteoriginal no Instagram.

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