Possibilidade

Brasil pode vivenciar greve dos caminhoneiros em fevereiro, diz ANTB

De acordo com o líder da associação, o motivo seria a insatisfação da categoria sobre as promessas não cumpridas após a paralisação de 2018.

O presidente da Associação Nacional do Transporte Autônomos do Brasil (ANTB), José Roberto Stringasci, disse que a greve dos caminhoneiros, até então prevista para o dia 1º de fevereiro, poderá ser maior do que a realizada em 2018. De acordo com o líder, o motivo seria a insatisfação da categoria sobre as promessas não cumpridas após a paralisação. A informação da greve dos caminhoneiros repercutiu na internet na tarde desta terça-feira, 13 de janeiro.

De acordo com informações, a ANTB representa cerca de 4,5 mil profissionais e já disse que não vê problema de realizar a manifestação em meio à pandemia da Covid-19 no país.

“A pandemia nunca foi problema. A categoria trabalhou para cima e para baixo durante a pandemia. Muitos caminhoneiros ficaram com fome na estrada com os restaurantes fechados, mas nunca parou”, afirma Stringasci.

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A categoria informou que entre as insatisfações está a alta do preço do diesel.

“Esse (diesel) é o principal ponto, porque o sócio majoritário do transporte nacional rodoviário é o combustível (50% a 60% do valor da viagem) Queremos uma mudança na política de preço dos combustíveis”, disse.

O presidente da ANBT informou também que a greve já tem 70% de apoio da categoria e de parte da população.

“Eu creio que a greve pode ser igual a 2018. A população está aderindo bem, os pequenos produtores da agricultura familiar também. Se não for igual, eu creio que vai ser bem mais forte do que 2018”, declarou.

Em contrapartida do presidente da ANTB, dois dos líderes da manifestação de 2018 disseram que não vai haver possibilidade de uma nova paralisação no Brasil. Os profissionais anunciaram que o ato em protesto está sendo marcada por um grupo menor de influência sobre os outros profissionais.

A greve dos caminhoneiros de 2018 aconteceu entre os 21 de maio e 30 de maio do mesmo ano. Com a realização do ato, aglomerações foram vivenciadas em postos de combustíveis, indisponibilidade de alimentos e remédios ao redor do país. Além disso, aulas em diversas escolas brasileiras foram suspensas.

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