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Butantan divulga eficácia global de 50,3% da vacina CoronaVac

Na semana passada, a instituição brasileira responsável pela parceria, tinha anunciado que a eficácia do imunizante era de 78% para casos leves e de 100% para os casos graves da Covid-19.

O Instituto Butantan divulgou, nesta terça-feira (12), a taxa de eficácia global da CoronaVac. O imunizante, que foi produzido pelo Instituto brasileiro em parceria com a farmacêutica chinesa SinoVac, tem 50,4% de eficácia, segundo dados do Butantan. O imunizante vem sendo defendido pelo atual governador do estado de São Paulo, João Doria. Segundo ele, a vacinação no Estado começará no dia 25 de janeiro, dia em que a maior metrópole do país fará aniversário.

Na semana passada, o Instituto Butantan, que é vinculado ao Governo de São Paulo, tinha anunciado que a eficácia do imunizante era de 78% para casos leves e de 100% para os casos graves da doença. Com o resultado da eficácia global, o significado é que há uma chance de 50% de chances da pessoa que tomou o imunizante se infectar e apresentar um quadro muito leve da doença.

Mesmo com o percentual mais baixo que a semana passada, o índice exigido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e por outras organizações de saúde está acima do patamar considerado.

“Nenhuma outra companhia que está desenvolvendo vacina apresentou dados de forma detalhada antes da autorização do uso emergencial. E nós estamos aqui fazendo isso”, afirmou o presidente do instituto, Dimas Covas.

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Declaração

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, disse na segunda-feira (11) que o programa de vacinação contra a covid-19 a ser implementado pelo governo pode priorizar a aplicação da primeira dose no maior número possível de pessoas, antes que se inicie a aplicação de uma segunda dose.Pazuello, Pazuello: “Todos os estados receberão simultaneamente as vacinas, no mesmo dia”Pazuello, Pazuello: “Todos os estados receberão simultaneamente as vacinas, no mesmo dia”

Segundo o ministro, a vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford com a farmacêutica AstraZeneca, cuja produção será feita pela Fiocruz no Brasil, possui eficácia de 71% com a aplicação da primeira dose. “Com duas doses você vai a 90%”, disse Pazuello.

“Talvez o foco seja não na imunidade completa, mas na redução da contaminação”, afirmou o ministro, explicando que com uma primeira dose a ideia é de que a pandemia vá “diminuir muito”. Após essa redução nas contaminações é que se começaria a aplicação de uma segunda dose.

As declarações foram dadas em Manaus, onde o ministro se reuniu com o governador do Amazonas, Wilson Lima, para discutir medidas de enfrentamento à pandemia diante do avanço da doença no Amazonas. Na média dos últimos 14 dias, houve alta de 72% nas contaminações e 80% nas mortes, segundo os dados do governo estadual.

Em todo o Amazonas, tanto a rede pública como a privada encontram-se com mais de 90% dos leitos ocupados, sejam normais ou de UTI.

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