Afirmação

Ministro do Turismo comemora superlotação nas praias do Brasil em plena pandemia

O sanfoneiro Gilson Machado Neto, atual responsável pela pasta, ignora a marca de 200 mil mortes causadas pela Covid-19 no país ao comemorar as aglomerações no litoral.

O sanfoneiro e atual ministro do Turismo, Gilson Machado Neto, comemorou a superlotação das praias no período de alta temporada. 

Durante entrevista ao Poder em Foco, no SBT , transmitido no domingo, 10 de janeiro, ele afirmou que o brasileiro está com menos medo da covid-19, comemorou a retomada do turismo no país e as praias lotadas neste período de alta estação. Apesar de as pessoas ainda não estarem vacinadas e o Brasil enfrentar uma nova onda de casos da doença, ele avaliou que a população está sendo responsável.

“As praias estão lotadas numa época de verão. Numa época que você vê que o pessoal tá tomando banho de mar com água salgada”, disse, na entrevista ao programa.

Para o ministro, as medidas de segurança impostas, que não  incluíram o fechamento de praias e do comércio local, são suficientes:

“E, a meu ver, eu não sou médico, já tem um protocolo de segurança, os governos estaduais e municipais estão fiscalizando”, acrescentou. 

O entrevistado declarou que, diante da impossibilidade de viajar para o exterior por causa da pandemia, o brasileiro aqueceu o turismo doméstico. Normalmente, o Brasil é um exportador de turistas. Recebe seis milhões e envia 11 milhões por ano.
“Esse pessoal hoje está aqui superlotando as praias do Nordeste, numa época de alta estação”, observou.  
Indagado sobre as críticas a esse tipo de comportamento, ele disse desconhecer que todos os médicos estejam criticando a lotação nas praias.
Mas ponderou: “Eu acho que aglomeração tem que ser evitada em qualquer local, não apenas nas praias, entendeu?”.
Segundo Gilson Machado, as companhias aéreas já conseguiram resgatar 85% da malha. Ele aposta que o início da vacinação vai estimular ainda mais o turismo pelo Brasil e, até o final deste ano, será possível superar os patamares de 2019.
“Volta até mais do que 100%. Porque muita gente que não conhecia o Brasil, agora tá conhecendo. Porque muita gente viajava para o exterior porque pensava que o Brasil não era tão bom como está hoje, como é hoje”, ressaltou. 
Já o fluxo de turistas internacionais vai demorar mais. “Estrangeiro, infelizmente, eu acredito que apenas em 2023 é que a gente vai voltar ao patamar de 2019”, lamentou.
 
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Gilson Machado criticou as propagandas do Brasil no exterior em gestões anteriores e defendeu maior foco no ecoturismo.

“A divulgação do Brasil, até hoje, ao meu ver foi equivocada. Foi o turismo da caipirinha, da experiência na favela, da tanga e do Carnaval. Não é que nós não tenhamos isso, temos isso também, mas a vocação do Brasil não é apenas isso daí. A maior vocação que nós temos é o turismo de natureza”, pontuou.

O ministro, no entanto, admitiu que a imagem externa do Brasil em relação à preservação ambiental tem prejudicado o setor. Para ele, no entanto, o problema não é o aumento de queimadas ou a política do Governo Bolsonaro, mas sim o medo da concorrência internacional.  

“O Brasil sempre sofreu bullying no exterior. Porque ninguém consegue concorrer com o nosso país, quando o assunto é turismo de natureza. O mundo todo vê o Brasil como um concorrente, sem concorrência. Nós somos o único país do mundo que temos o Pantanal, os pampas, a mata atlântica, a Amazônia, a caatinga, o cerrado e a nossa Amazônia Azul com mais de oitocentas ilhas”, finalizou.

Machado tem 52 anos. Assumiu o Ministério do Turismo em dezembro de 2020; antes, era presidente da Embratur. Também foi secretário de Ecoturismo do Ministério do Meio Ambiente. É empresário, veterinário e músico da banda Brucelose. É amigo do presidente Jair Bolsonaro e participou da equipe de transição do governo.

Da redação do Portal com informações do SBT 

 

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