Declaração

Bolsonaro diz que vacina vai estar disponível “para quem quiser” em janeiro

O chefe do Executivo também afirmou que o Brasil tem um plano de imunização que nenhum outro país tem. “E outra: temos um plano de vacinação, via SUS, que ninguém tem no mundo."

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse a apoiadores, na quinta-feira (7), que, ainda em janeiro, a vacina contra a Covid-19 vai estar disponível no Brasil “para quem quiser”.

“Alguém sabe quantos por cento vai tomar a vacina? Pelo que eu sei, menos da metade vai tomar vacina”, declarou, na saída do Palácio da Alvorada.

Segundo Bolsonaro, o dado sobre o percentual da população brasileira que vai optar pelo imunizante foi colhido por ele, em pesquisas feitas “na praia, na rua e em tudo que é lugar”.

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“Mas pra quem quiser, em janeiro vai ter. Está prevista a chegada de 2 milhões de doses, agora em janeiro. O pessoal pode tomar, sem problema nenhum.”

O chefe do Executivo também afirmou que o Brasil tem um plano de imunização que nenhum outro país tem.

“E outra: temos um plano de vacinação, via SUS, que ninguém tem no mundo. Temos aí centenas de salas de vacinação pelo mundo. Não faltam”, ressaltou.

O presidente demonstrou hesitação sobre o eventual imunizante para uso emergencial, cuja aprovação passa pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). O procedimento agiliza a vacinação para conter a disseminação do vírus, e tem sido adotado em diversos países, como Estados Unidos e Reino Unido.

“A vacina emergencial não tem segurança ainda. Ninguém pode obrigar ninguém a tomar algo que você não tem certeza das consequências. Agora, em janeiro vai estar à disposição”, destacou.

Vacinas seguras

O presidente Jair Bolsonaro disse neste domingo (27) que “tem pressa” por uma “vacina segura, eficaz e com qualidade”.

A declaração ocorreu após uma série de críticas contra o presidente, uma vez que diversos países já estão dando início ao processo de imunização contra a covid-19.

O chefe do Executivo disse que não se sente pressionado, assegurando que é preciso ter cautela e responsabilidade, principalmente diante das reações adversas.

“Temos pressa em obter uma vacina, segura, eficaz e com qualidade, fabricada por laboratórios devidamente certificados. Mas a questão da responsabilidade por reações adversas de suas vacinas é um tema de grande impacto, e que precisa ser muito bem esclarecido. O presidente da República, caso exercesse pressões pela vacina, seria acusado de interferência e irresponsabilidade”, declarou Bolsonaro.

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