Posicionamento

“O presidente tem razão. Ele não foi pessimista, foi realista”, diz Alexandre Garcia

A declaração do comunicador fez alusão ao comentário do chefe da nação na última terça-feira, 5 de janeiro, com apoiadores, onde Bolsonaro disse que o Brasil estava quebrado e não conseguia fazer nada.

Nesta quarta-feira, 6 de janeiro, o jornalista Alexandre Garcia, da CNN, disse que o presidente Jair Bolsonaro não foi pessimista, mas sim realista. A declaração do comunicador fez alusão ao comentário do chefe da nação na última terça-feira, 5 de janeiro, com apoiadores, onde Bolsonaro disse que o Brasil estava quebrado e não conseguia fazer nada.

A afirmação de Alexandre Garcia foi ao ar no quadro televisivo chamado de Liberdade de Opinião. O quadro vai ao ar diariamente na emissora e também conta com a participação de Sidney Rezende.

“O presidente tem razão. Ele não foi pessimista, foi realista. Mas em relação às contas públicas, como esclareceu Paulo Guedes. As contas públicas foram afetadas pela pandemia: todo aquele movimento para aprovar a reforma da Previdência para significar R$ 800 bilhões em 10 anos, e em um ano o governo gastou R$ 620 bilhões, 8% do PIB. É preciso que o Congresso trabalhe sobre os limites”, afirmou.

Bolsonaro

Depois de dizer que o Brasil estava quebrado, o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, disse que o país está uma maravilha. O chefe da nação proferiu a fala no momento em que estava com os seus apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada, em Brasília.

O presidente novamente também criticou o trabalho da imprensa.

“Ontem você viu que eu disse que o Brasil está quebrado? O Brasil está bem, uma maravilha, a imprensa sem vergonha, essa imprensa sem vergonha, fez uma onda terrível aí. Para a imprensa voltava o Lula a Dilma”, afirmou.

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Declaração

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nba terça-feira (5) que o Brasil está “quebrado” e que ele não consegue “fazer nada” para ajudar a melhorar a situação do país.

“O Brasil está quebrado, chefe”, disse a um apoiador na saída do Palácio da Alvorada, em Brasília. O presidente complementou citando a pandemia de covid-19 e fazendo críticas à imprensa: “Eu não consigo fazer nada. Eu queria mexer na tabela de imposto de renda. Esse vírus, potencializado por essa mídia sem caráter que nós temos… é um trabalho incessante de desgastar para voltar alguém e atender os interesses escusos da mídia”, afirmou.

Bolsonaro citou a alteração da tabela do Imposto de Renda (IR) como uma das suas promessas que não consegue cumprir.

Durante a campanha eleitoral de 2018, o presidente prometeu isentar o IR de quem ganha até R$ 5 mil. Hoje, o limite de isenção é de R$ 1.903,98. No fim de 2019, propôs uma elevação para R$ 3 mil, mas o plano não foi adiante.

A isenção significaria uma arrecadação menor para o governo, que vive um aperto nas contas públicas. A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2021, sancionada por Bolsonaro na semana passada, estabelece como meta um rombo de até R$ 247,1 bilhões.

O aumento da faixa de isenção no IR não é o único plano frustrado pela falta de recursos. Em 2020, o governo tentou implementar o Renda Brasil, benefício com valor maior e mais abrangente que o Bolsa Família.

A medida custaria cerca de R$ 50 bilhões — R$ 20 bilhões a mais que o Orçamento do Bolsa Família. Pouco depois, o presidente brincou citando o período do seu mandato.

“Vão ter que me aguentar até o final de 2022, com certeza”, disse.

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