Descaso

Em Gravatá, nova gestão municipal encontra testes para à Covid-19 vencidos em hospital

Além dos testes vencidos, a unidade hospitalar de Gravatá também conta com infiltrações nas paredes e a falta de uma câmara fria para guardar os alimentos.

Na cidade de Gravatá, no Agreste do Estado, a nova gestão municipal encontrou teste da Covid-19 vencidos no Hospital Dr. Paulo da Veiga Pessoa. Os testes são do tipo PCR e estão fora da validade desde o mês de dezembro do ano passado. Até agora, também já foram encontrados cerca de 800 tubos que são usados para dois tipos de testes de coagulação, todos fora da validade.

Além dos testes vencidos, a unidade hospitalar de Gravatá também conta com infiltrações nas paredes e a falta de uma câmara fria para guardar os alimentos. Os funcionários da cidade de Gravatá também detectaram que os equipamentos como forno, freezers e máquinas de lavar roupas estavam quebrados, alguns deles não funcionavam há três anos.

Gravatá, Em Gravatá, nova gestão municipal encontra testes para à Covid-19 vencidos em hospital
Teste para à Covid-19. Foto: Reprodução

“Muitas pessoas foram prejudicadas com isso. O correto era fazer um mutirão de testagem, por exemplo, ou fazer a troca desse material, para que esses testes não fossem perdidos”, afirmou o coordenador do Laboratório do hospital da cidade de Gravatá, Wellison Douglas.

O coordenador do Laboratório também afirmou que cerca de 4 mil testes rápidos para detectar à Covid-19 estavam sendo proíbidos de serem utilizados pela equipe que geria a unidade hospitalar. Segundo Welison, a população da cidade procurava o serviço, mas era informada que não tinham esses testes.

Recurso

O Ministério da Saúde já destinou aos 26 estados e o Distrito Federal R$ 198,1 bilhões. Desse total, R$ 133,9 bilhões foram para serviços de rotina do SUS e os outros R$ 64,2 bilhões para o enfrentamento da Covid-19.

A pasta vem dando apoio irrestrito aos estados e municípios na aquisição e entrega de ventiladores pulmonares, equipamentos de proteção individual (EPI), medicamentos, além da habilitação e prorrogação de leitos de UTI.

Até o final de dezembro, foram habilitados 19.517 leitos de UTI para o tratamento exclusivo de paciente com Covid-19. Além disso, foram prorrogados a habilitação de 19.334 leitos de UTI.

O valor total investido pelo Governo Federal é de R$ 3,8 bilhões, para que estados e municípios façam o custeio dessas unidades pelos próximos 90 dias, ou 30 dias para unidades intensivas prorrogadas.

A rede pública de saúde teve sua estrutura de assistência intensiva ampliada com a entrega, até o momento, de 12.949 novos ventiladores pulmonares adquiridos pelo Ministério da Saúde, para o tratamento de pacientes graves infectados com o coronavírus em todos os estados e no Distrito Federal.

A distribuição para os municípios e unidades de saúde é de responsabilidade de cada estado, conforme planejamento local. As entregas levam em conta a capacidade instalada da rede de assistência em saúde pública – principalmente nos locais onde a transmissão está se dando em maior velocidade.

Testes Realizados

O Brasil já realizou 27,3 milhões de testes desde o início da pandemia, e o investimento vem aumentando. Prova disso é que o mês de dezembro teve número recorde testagem, chegando a 1,59 milhão de testes realizados, cerca de 300 mil a mais do que no mês anterior.

Para garantir a testagem, o Ministério da Saúde já distribuiu mais de 11 milhões de testes do tipo RT-qPCR para Laboratórios Centrais de Saúde Pública também receberam. Além disso, outros 8,7 milhões de testes rápidos já foram entregues.

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Equipamento de Proteção Individual

O Ministério da Saúde já distribuiu 306,8 milhões de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) para garantir a proteção dos profissionais de saúde que atuam na linha frente do enfrentamento à Covid-19 no Brasil.

São máscaras, aventais, óculos e protetores faciais, toucas, sapatilhas, luvas e álcool. A medida é mais uma ação do Governo Federal para reforçar a segurança do atendimento na rede de saúde pública dos estados e municípios brasileiros.

A compra de EPI é de responsabilidade dos estados e municípios. No entanto, devido à escassez mundial desses materiais, neste cenário de emergência em saúde pública, o Ministério da Saúde utilizou o seu poder de compra para fazer as aquisições em apoio irrestrito aos gestores locais do SUS e, assim, fortalecer a rede pública de saúde no enfrentamento da doença em todos os estados.

Com a gradativa normalização dos mercados, a expectativa é que os gestores locais consigam novamente abastecer seus estoques com recursos que já são repassados pelo Governo Federal, além de recursos próprios.

Os EPI são usados por profissionais de saúde que prestam assistência aos pacientes com Covid-19 – como médicos, enfermeiros e técnicos em enfermagem -, além da equipe de suporte que, eventualmente, precisa entrar no quarto, enfermaria ou área de isolamento. São de uso individual e se destinam a proteger os profissionais de possíveis riscos de contágio

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