Declaração

Damares: “Tenho me manifestado pela vida e contra a morte”

Ministra do governo Bolsonaro se posicionou contra a aprovação da legalização do aborto na Argentina.

Nas redes sociais, a ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alvesse posicionou na última quarta-feira, 30 de dezembro, contra a legalização do aborto. O assunto tomou repercussão depois que a Argentina aprovou o projeto de lei que legaliza a prática no país.

“Monumento “criança não nascida”. A imagem mostra o sofrimento da mãe pelo aborto e o filho perdoando a mãe. Novas pesquisas afirmam que sim, a criança sente dor durante o processo de aborto mesmo nas primeiras semanas. Há anos, tenho me manifestado pela vida e contra a morte. Salvemos sempre as duas vidas” publicou Damares.

A representante da pasta do governo Bolsonaro defendeu que o feto sente dor no momento em que é tirado a vida, por meio do aborto. A minsitra também ressaltou a importância da luta para salvar vidas.

Confira a postagem da ministra:

Legalização do aborto

Senado da Argentina aprovou, na madrugada desta quarta-feira (30), o projeto de lei de autoria do governo do presidente Alberto Fernández para legalizar o aborto no país. Foram 38 votos a favor da legalização, 29 contra e uma abstenção.

O texto aprovado hoje estabelece que as mulheres têm direito a interromper voluntariamente a gravidez até a 14ª semana de gestação. Após este período, o aborto será permitido apenas em casos de risco de vida para a gestante ou quando a concepção é fruto de um estupro.

“É aprovado, vira lei e vai para o Executivo”, declarou a vice-presidente Cristina Kirchner, que preside o Senado.

Pelo Twitter, Fernández comemorou a aprovação do projeto:

“O aborto seguro, legal e gratuito é lei. Hoje somos uma sociedade melhor, que amplia os direitos das mulheres e garante a saúde pública”, escreveu o presidente argentino na rede social.

 

O projeto havia sido aprovado pela Câmara em 11 de dezembro, quando recebeu 131 votos favoráveis e 117 contrários dos deputados. Seis parlamentares se abstiveram.

É a segunda vez em menos de três anos que o tema volta à pauta. O projeto, de autoria do governo Fernández, chegou ao Congresso semanas atrás, seguindo uma promessa do então candidato da oposição a Mauricio Macri.

Em 2018, ainda no governo Macri, uma proposta de legalizar o aborto na Argentina passou na Câmara, mas acabou rejeitada no Senado.

Ver mais: 

>> Câmara dos Deputados da Argentina aprova descriminalização do aborto

Projeto de lei

A lei atual previa a interrupção voluntária da gravidez só em caso de risco de vida para a mãe ou quando a concepção é fruto de um estupro.

O que muda? o projeto aprovado nesta quarta autoriza a interrupção da gravidez até a 14ª semana de gestação. O procedimento deverá ser feito no prazo de até dez dias do pedido ao serviço de saúde.

O texto prevê que os médicos que são contra o aborto não são obrigados a executar o procedimento, mas os serviços de saúde precisam apontar um outro profissional que se disponha a fazê-lo. Se a paciente tiver menos de 16 anos, ela precisará de consentimento dos pais.

Países onde é legalizado:

Os países latino-americanos que permitem o aborto incondicional nas primeiras semanas de gravidez, de acordo com o prazo estabelecido em suas legislações, são:

  • Uruguai;
  • Cuba;
  • Guiana;
  • Guiana Francesa;
  • Porto Rico.

Países em que é proibido, sem exceções:

A proibição sem exceção da interrupção voluntária da gravidez está prevista nos códigos penais de:

  • El Salvador;
  • Honduras;
  • Nicarágua;
  • República Dominicana;
  • Haiti.

Países em que está sujeito a condições:

No restante da América Latina, todos os Estados preveem condições em maior ou menor grau para a interrupção da gravidez.

  • Paraguai, Venezuela, Guatemala, Peru e Costa Rica têm algumas das leis mais restritivas e só descriminalizam o aborto no caso da vida ou a saúde da gestante estar em risco.
  • Chile, Colômbia e Brasil, também incluem casos de ​​estupro e inviabilidade do feto em seus códigos penais.

Brasil

Atualmente, o aborto só é permitido no Brasil em caso de estupro, risco de vida para a mãe e feto com anencefalia (neste último caso a autorização foi dada pelo Supremo, em julgamento de 2012).

Além disso, a Bolívia acrescenta a ocorrência de incesto e, no caso de Belize, fatores socioeconômicos.

No Equador, há três causas em que o aborto é permitido: ameaça à vida ou à saúde da mulher, inviabilidade do feto e estupro de mulher com deficiência mental.

No México, cada um dos estados federativos tem sua própria legislação sobre aborto. As restrições variam por estado. No entanto, apenas na Cidade do México e em Oaxaca é permitido o aborto gratuito e incondicional durante as primeiras 12 semanas de gestação.

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