Crítica

Teich e Mandetta dizem que Bolsonaro atrapalha combate ao coronavírus

Mandetta e Nelson Teich avaliam que faltou liderança do governo federal no combate à pandemia do novo coronavírus e que a postura do presidente atrapalhou as medidas sanitárias de prevenção.

Ex-ministros da Saúde de Jair Bolsonaro (sem partido), Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich avaliam que faltou liderança do governo federal no combate à pandemia do novo coronavírus e que a postura do presidente atrapalhou as medidas sanitárias de prevenção.

“A Covid-19 suscita uma cooperação em todos os níveis. E o que o Brasil não tem é planejamento, estratégia, liderança, coordenação e informação. Isso não é uma coisa deste governo, deste ministério. É uma coisa que foi se estruturando ao longo de décadas”, disse Teich em entrevista ao jornal O Globo.

Sobre o papel do presidente, Teich afirmou que as declarações de Bolsonaro contrárias às autoridades de Saúde confunde as pessoas e dificulta o combate à pandemia: “Não ter uma comunicação alinhada, forte, todo mundo mandando a mesma mensagem, dificulta o combate à pandemia, claramente”.

Teich deixou o cargo em maio, em meio a divergências sobre a aplicação da cloroquina, medicamento sem comprovação científica. Ele havia substituído Mandetta, que também discordou do uso da substância.

Para o ex-ministro, que esteve no cargo entre janeiro de 2019 e abril de 2020, o país enfrente uma crise tripla “de prevenção, atendimento e vacina”.

“Primeiro, porque o presidente não acredita [no vírus]. Até hoje não houve uma fala do presidente que ajudasse a Saúde pública brasileira”, disse Mandetta. “Parece tudo errático. É preciso ter uma capacidade de liderança muito forte, e o Brasil está sem liderança em Saúde”, analisou.

Fonte: UOL 

Veja Mais

Pandemia: Brasil acumula mais de 190 mil mortes por Covid-19 

Os casos de pessoas infectadas no Brasil pelo novo coronavírus ao longo da pandemia aproximam-se da marca de 7,5 milhões. Nas últimas 24 horas, as autoridades de saúde notificaram 22.967 novos diagnósticos positivos para a covid-19, totalizando 7.488.560. Ontem (24), o painel de informações marcava 7.425.593 casos acumulados.

Ainda de acordo com a atualização do Ministério da Saúde, as mortes por covid-19 chegaram a 190.488. Nas últimas 24 horas, foram registradas 482 mortes. Ontem, o painel de estatísticas marcava 190.006 óbitos.

O balanço aponta também 798.737 pacientes em acompanhamento e indica que 6.459.335 recuperaram-se da doença.

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Estados

De acordo com a atualização do Ministério da Saúde, os estados que registram mais mortes por covid-19 são: São Paulo (45.795), Rio de Janeiro (24.900), Minas Gerais (11.562), Ceará (9.952) e Pernambuco (9.544).

As unidades da Federação com menos óbitos são Roraima (773), Acre (780), Amapá (899), Tocantins (1.223) e Rondônia (1.734).

Agência Brasil

Vacina

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, disse que, no final de janeiro, alguns grupos prioritários devem começar a receber a primeira dose da vacina contra a covid-19 e que a vacinação em massa deve começar a partir de fevereiro.

Pazuello deu entrevista ao programa Brasil em Pauta, da TV Brasil, que vai ao ar no domingo (27), às 19h30.Ministro, Ministro Pazuello informa que vacinação de grupos prioritários deve iniciar em janeiroMinistro, Ministro Pazuello informa que vacinação de grupos prioritários deve iniciar em janeiro

“Nós vacinaremos todos os brasileiros de forma igualitária, de forma proporcional ao número de pessoas por estado e de graça. Confiem na estrutura do SUS [Sistema Único de Saúde], confiem que aqui existem pessoas que estão realmente trabalhando diuturnamente para que a gente tenha a vacina distribuída o mais rápido possível e a todos os brasileiros”, disse o ministro.

Até o momento, nenhuma vacina contra a covid-19 foi aprovada para uso no país pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o país tem contrato “com quatro a cinco laboratórios”, sendo que três vacinas estão na última fase de estudos no Brasil: da Astrazeneca, da Pfizer e da Janssen. Segundo Pazuello, o governo está trabalhando para que o país tenha uma vacina registrada o mais rápido possível.

Segundo o Plano Nacional de Imunização, nas primeiras fases serão vacinados grupos específicos, como trabalhadores da saúde, idosos, pessoas com comorbidades, profissionais de segurança, indígenas e quilombolas, por exemplo. A expectativa de Pazuello é que a vacinação chegue aos demais públicos da população cerca de quatro meses após a vacinação dos grupos prioritários.

“São quatro grandes grupos prioritários e, após esses grupos prioritários, que a gente visualiza 30 dias para cada grupo prioritário, a gente começa a vacinar a população dentro das faixas etárias”, disse Pazzuelo.

Segundo o ministro, esses 30 dias seriam suficiente para se aplicar a duas doses da vacina.

Após aprovada, a vacina estará disponível nos 38 mil postos espalhados pelo país que já fazem parte do Plano Nacional de Imunização.

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