Acusações

Kim Kataguiri chama Bolsonaro de corrupto, vagabundo e quadrilheiro

"Ele faz alianças para proteger o filho quadrilheiro, corrupto e vagabundo. E eu quero que fique registrado que não só o filho, mas o presidente da República”, disse o deputado.

Kim Kataguiri, deputado federal pelo DEM-SP e dirigente do MBL, disse na sexta-feira, 18 de dezembro, no plenário da Câmara dos Deputados, que o presidente Jair Bolsonaro e o seu filho Flávio “são quadrilheiros, corruptos e vagabundos”.

O parlamentar de 24 anos, criticou o governo por não pautar reformas e privatizações. Segundo ele, a base do governo no Congresso boicota o avanço da pauta neoliberal.

“Ele faz alianças para proteger o filho quadrilheiro, corrupto e vagabundo. E eu quero que fique registrado que não só o filho, mas o presidente da República”, disse Kataguiri.

O líder do Movimento Brasil Livre (MBL) insinuou que os acordos feitos pelo governo teriam sido propostos como forma de proteger o filho “01′ do presidente.

Ciente das graves acusações contra o presidente e o filho, o senador Flávio Bolsonaro (PSL), o deputado ainda desafiou o ministro da Justiça e Segurança Pública, André Mendonça, para discutir sobre as acusações feitas.

“Atenção ministro da Justiça: eu desafio Vossa Excelência, eu estou cometendo agora um crime contra a honra do presidente da República, para que fique registrado nos anais da Casa. Vagabundo, corrupto e quadrilheiro. Se tiver coragem, me processa que a gente vai discutir o mérito de cada uma dessas três acusações que eu faço ao presidente da República e ao filho do presidente da República no tribunal”.

Veja o vídeo:

Horas mais tarde, a liderança do Movimento Brasil Livre (MBL) repetiu os ataques: ” Corrupto, quadrilheiro e vagabundo . Em qual ordem você acha melhor que seja dito?”

Kataguiri que já foi apoiador do presidente Jair Bolsonaro e hoje crítico ferrenho insultou o governo por  mentir sobre o 13º do Bolsa Família e acusar o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), de deixar a Medida Provisória perder validade. Na verdade, foi a própria articulação do governo que levou a MP a caducar.

Pouco mais de dois anos após as eleições, Kim Kataguiri e o MBL saíram de aliados do bolsonarismo a rivais, embora disputem espaço dentro da direita. O líder do MBL tem repetido seus ataques ao presidente e buscado distanciamento, apesar de votar com o governo na maior parte das vezes.

 

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