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Partidos de esquerda decidem atuar unidos na eleição da Câmara

Os cinco partidos junto têm 132 deputados que são considerados os fiéis da balança na disputa. O grupo liderado pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), trabalha para ter o apoio dessas siglas

O PCdoB, PT, PDT e PSB decidiram atuar unidos nas eleições para a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados. Eles decidiram não apoiar nenhum candidato que tenha aval de Bolsonaro como o atual líder do Centrão, Arthur Lira (PP-AL). O PSOL ainda avalia o quadro para tomar uma decisão.

Os cinco partidos junto têm 132 deputados que são considerados os fiéis da balança na disputa. O grupo liderado pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), trabalha para ter o apoio dessas siglas.

Segundo o Poder 360, o grupo de Maia ainda não definiu quem será seu candidato. Os mais cotados são Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) e Baleia Rossi (MDB-SP). Seu bloco tem 6 partidos (PSL, PSDB, MDB, DEM, Cidadania e PV) que somam 146 integrantes na Câmara. Se todos os 513 deputados votarem são necessários 257 votos para ser eleito.

“Até a tarde desta sexta-feira os partidos de esquerda deverão fazer um anúncio sobre a sucessão da Câmara. Ainda não há certeza se será da adesão ao bloco de Maia ou apenas da decisão de agir em conjunto. O PSOL deverá ter candidato próprio. O PT resiste a aderir ao grupo de Maia sem saber quem será o candidato. Os mais cotados são Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) e Baleia Rossi (MDB-SP)”, avalia o site.

Além disso, o Partido dos Trabalhadores ainda não descartou a possibilidade de ter um candidato. A ideia ganharia mais força se puder fazer isso dentro do bloco de Maia, fazendo com que o grupo tenha 2 candidatos e se una no 2º turno.

O entorno de Maia, porém, não é simpático a essa tese. Espera que o apoio do PT seja fechado em breve. O candidato mais estabelecido na Câmara até agora está fora do grupo de Rodrigo Maia. Trata-se de Arthur Lira (PP-AL). Ele se aproximou do Executivo ao longo de 2020 e é o nome favorito do Palácio do Planalto. Atualmente, um veto ao candidato do governo é, na prática, um veto a Lira.

Fonte: Da redação do Portal com Informações do site vermelho.org

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deputado Arthur Lira (PP-AL), líder do Centrão e candidato a presidente da Câmara, afirmou que caso seja eleito, não será líder do Governo nem terá a “truculência política” de Rodrigo Maia (DEM-RJ), atual presidente da Casa.

A eleição para a principal cadeira da Câmara é em 1º de fevereiro de 2021.

Por decisão do STF, Maia não pode se candidatar novamente. Mas o emedebista tenta montar um grupo que rivalize com Lira na disputa e fala em 3 possíveis nomes: Baleia Rossi (MDB-SP), Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) ou Marcos Pereira (Republicanos-SP).

“A gente também tem todo o lado assim, de muita truculência no seu final. De muita pauta exclusivista. Truculência política, regimental, no final da gestão do presidente [Maia]”, declarou Lira durante a entrevista ao dar exemplo de como não pretende atuar se for eleito. Disse que, se eleito, evitará esse tipo de atitude que hoje condena em Maia.

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O deputado se aproximou do Palácio do Planalto em 2020. Falou que seu partido e ele são da base do governo de Jair Bolsonaro.

“Eu não serei líder do Governo, serei um presidente da Câmara dos Deputados”.

Lira também afirmou que qualquer candidato de Maia será governista.

“Para ser realmente contra o presidente Bolsonaro tem de ser do PT, do Psol ou do PC do B. Mesmo do PDT e do PSB alguns deputados votaram com o governo e estão cumprindo suspensão por isso. O resto, qualquer um outro, seja do MDB, do DEM, do PRB (Republicanos), todos são base do governo”.

Lira lembrou que quando Maia se elegeu pela primeira vez, há cerca de 5 anos, foi com um empurrão do presidente da República à época, Michel Temer, “com apoio do Moreira Franco”, que era ministro.

Ao se reeleger recentemente, Maia teve o “apoio do PSL quando o presidente Bolsonaro era do PSL [e] isso nunca foi problema”.

“O Rodrigo sempre manteve uma posição de independência. Essas coisas que são soltas na imprensa para carimbar esse ou aquele não vão colar internamente porque os deputados se conhecem. E qualquer candidato que venha para essa disputa não será de fora da base do governo a não ser que a oposição lance candidato próprio”, declarou Lira.

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