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Bolsonaro afirma que não tomará vacina contra covid-19

"Eu não vou tomar vacina. E ponto final. Se alguém acha que a minha vida está em risco, o problema é meu. E ponto final”, disse o presidente.

O presidente Jair Bolsonaro informou na terça-feira (15), em entrevista à Band, que não irá se vacinar contra covid-19.

“Eu não posso falar como cidadão uma coisa e como presidente outra. Mas como sempre eu nunca fugi da verdade, eu te digo: eu não vou tomar vacina. E ponto final. Se alguém acha que a minha vida está em risco, o problema é meu. E ponto final”, disse o presidente.

Bolsonaro disse não ser contrário à vacina, mas afirmou ser “plenamente favorável” ao que chamou de tratamento preventivo. O mandatário voltou a defender a cloroquina e disse que o medicamento salvou sua vida.

“Seja qual for [a vacina], passou pela Anvisa, eu dou sinal verde para o Ministério da Saúde comprar e colocar em prática”, afirmou Bolsonaro.

O presidente esteve na Ceagesp (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo), onde foi recebido por uma multidão.

“Desde o começo eu falei para o meu pessoal: esse vírus aí é uma chuva, vai pegar em todo mundo. E outra coisa: Você tomando a vacina, daqui a 2, 3 ou 4 anos, você vai ter que tomar de novo. Caso contrário, você vai ser infectado”, disse.

Na entrevista, Bolsonaro voltou a dizer que a vacina não será obrigatória.

“Nós devemos respeitar quem não queira tomar, não como de vez em quando alguma autoridade diz que tem que ser obrigatória. Não vai ser obrigatória”, disse.

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Termo de consentimento 

O presidente Jair Bolsonaro anunciou que as pessoas que estiverem interessadas em se vacinar contra a Covid-19 no país terão que assinar um tipo de “termo de responsabilidade”.

A declaração foi dita em conversa com apoiadores na noite de segunda-feira (14), pois segundo o gestor, a medida é motivada por cláusulas adotadas pelas farmacêuticas, como a Pfizer, que isentam as empresas por quaisquer efeitos adversos.

“Não é obrigatória [a vacina]. Vocês vão ter que assinar termo de responsabilidade para tomar. Porque a Pfizer, por exemplo, é bem clara no contrato: ‘Nós não nos responsabilizamos por efeitos colaterais’. Tem gente que quer tomar, então toma, a responsabilidade é tua. Se der algum problema aí… espero que não dê”, disse o presidente.

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