Justiça

Polícia do RJ intimou Bonner e Renata Vasconcellos a depor no Caso Queiroz

Os depoimentos dos apresentadores da TV Globo foram pedidos no contexto de investigação policial sobre suposta desobediência a decisão judicial com relação a publicações que envolvem a investigação das “rachadinhas” no gabinete da Alerj.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro intimou os apresentadores William Bonner e Renata Vasconcellos, da TV Globo, a depor por suposto crime de desobediência a decisão judicial com relação a publicações que envolvem a investigação das “rachadinhas” no gabinete da Alerj (Assembleia Legislativa do RJ) de Flávio Bolsonaro, o famoso ‘Caso Queiroz’. As informações foram divulgadas pelo UOL.

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A TV Globo foi procurada para comentar o caso e ainda não se manifestou. A emissora havia sido proibida judicialmente de publicar informações sigilosas sobre o caso, que envolve Flávio Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro, e Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador.

Polícia do RJ intimou William Bonner e Renata Vasconcellos para depor
Documento de intimação para Bonner e Renata depor. Imagem: Divulgação

Os depoimentos foram pedidos no contexto de investigação policial sobre suposta “desobediência a decisão judicial sobre perda ou suspensão de direito”.

Os mandados de intimação foram emitidos pelo delegado de polícia Pablo Dacosta Sartori, na tarde da última quarta-feira (2). De acordo com os documentos, que o UOL teve acesso, Bonner e Renata são intimados  a comparecer à sede de polícia da DRCI (Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática), no bairro de Benfica, na zona norte do Rio, na próxima quarta-feira (9).

Ainda segundo os mandados, caso os jornalistas deixem de comparecer sem justificativa no local, data e horário estipulados incorrerão em “crime de desobediência, previsto no artigo 330 do Código Penal”.

Globo x Justiça

A Rede Globo informou no sábado (5) que recorrerá à decisão da Justiça do Rio de Janeiro que a proibiu de exibir documentos sigilosos em suas reportagens sobre as investigações contra o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ). A decisão atendeu a pedido da defesa de Flávio.

“A Globo respeita ordens judiciais mas lamenta este cerceamento da liberdade de informação, uma vez que a investigação em questão é de interesse de toda a sociedade. A Globo recorrerá da decisão assim que for notificada”, disse em nota.

Deputado estadual de 2007 a 2018, o filho mais velho do presidente Jair Bolsonaro é investigado por suposta participação em esquema de “rachadinhas” no seu antigo gabinete na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro).

Nas últimas semanas, o Jornal Nacional trouxe detalhes sobre as investigações do MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) contra Flávio.

O principal telejornal da Globo mostrou, por exemplo, que a loja de chocolates que tem o senador como sócio recebeu 1.512 depósitos em dinheiro no período de 2015 a 2018. Depois, mostrou que Flávio Bolsonaro fez saques nas mesmas datas em que a loja recebeu os valores.

No Facebook, Flávio Bolsonaro comemorou a decisão e disse que não tem nada a esconder.

O senador disse que a decisão da 1ª Instância visa a evitar o que chamou de “narrativas que parte da imprensa inventa para desgastar” à sua imagem e à do presidente Bolsonaro.

“Não tenho nada a esconder e expliquei tudo nos autos, mas as narrativas que parte da imprensa inventa para desgatar minha imagem e a do presidente Jair Messias Bolsonaro são criminosas. Juíza entendeu que isso é altamente lesivo à minha defesa. Querer atribuir a mim conduta ilícita, sem o devido processo legal, configura ofensa passível, inclusive, de reparação“, continuou o senador em sua página no facebook.

Da redação do Portal com informações do Uol

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