Investigação

PF deflagra operação para apurar desvios na compra de materiais de combate à Covid-19

As pessoas jurídicas investigadas receberam, em 2020, aproximadamente R$ 4 milhões da Prefeitura de Crixás.

A Polícia Federal (PF) deflagrou hoje (3) a Operação Aventura que investiga indícios de desvios de recursos públicos na contratação de empresas para a prestação de serviços de saúde no município de Crixás (GO).

As irregularidades se concentram no fornecimento de materiais hospitalares para o combate à pandemia do novo coronavírus (covid-19). As pessoas jurídicas investigadas receberam, em 2020, aproximadamente R$ 4 milhões da prefeitura de Crixás.pf, PF deflagra operação para apurar desvios na compra de materiais de combate à Covid-19pf, PF deflagra operação para apurar desvios na compra de materiais de combate à Covid-19

Realizada em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU), as investigações apontam que os representantes e/ou sócios proprietários das empresas teriam obtido contratos para compra de itens com sobrepreço de 100 a 300%, comparados à média nacional de preços do Painel de Contratações relacionadas à covid-19 da CGU.

A operação cumpre15 mandados de busca e apreensão nos municípios goianos de Crixás, Rubiataba, Alto Horizonte, Goiânia e Aparecida de Goiânia. Os trabalhos contam com a participação de 66 policiais federais e de 10 servidores da CGU.

“As supostas irregularidades praticadas pela Prefeitura de Crixás, quanto a recursos destinados à aquisição de materiais hospitalares para as unidades de saúde, podem ter colocado vidas em risco e afetado a qualidade no atendimento da população local (cerca de 17 mil habitantes)”, disse a CGU.

Investigação

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Foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão, expedidos pela 4ª Vara Federal da Seção Judiciária de Belém, a maioria deles relacionada a alvos localizados na cidade de Redenção (PA), sendo um dos mandados cumprido em Palmas.

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Ainda segundo a PF, a Justiça determinou também a indisponibilidade de bens de quatro alvos, para fins de ressarcimento dos prejuízos causados à Fazenda Pública, que comprovadamente já ultrapassam o valor de R$ 1 milhão.

Os crimes investigados são o estelionato previdenciário, inserção de dados falsos em sistema de informação e organização criminosa.

Agência Brasil

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