Aquisição

Ministério Público gasta R$ 2,2 milhões em celulares para promotores e procuradores

Em nota divulgada, o MPMT afirmou que o trabalho remoto vem aumentando cada vez mais nos órgãos de Justiça, exigindo dos promotores agilidade.

No Mato Grosso, o Ministério Público do Estado adquiriu 400 celulares considerados topo de linha para promotores e procuradores da Justiça. Os aparelhos estão avaliados em R$ 2,2 milhões. A lista mais recente é composta por Iphone 11, Samsung Galax Note 20 e Galaxy S10.

Dos 400 aparelhos comprados pelo ministério, 201 são da marca Aplle. Em nota divulgada, o MPMT afirmou que o trabalho remoto vem aumentando cada vez mais nos órgãos de Justiça, exigindo dos promotores agilidade.

“O trabalho remoto tem avançado cada vez mais nos órgãos e instituições do sistema de Justiça, incluindo o Ministério Público, exigindo dos promotores agilidade e versatilidade em sua atuação institucional, realizando despachos e outros procedimentos fora de seus locais de trabalho. É cada vez maior, por exemplo, o número de audiências judiciais e extrajudiciais realizadas de forma virtual, fenômeno que se intensificou ainda mais com a pandemia da Covid-19”, justificou o MPMT em um trecho da nota.

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“Com relação ao processo de aquisição, optou-se pelo registro de preços, o que permite a compra dos equipamentos em lotes, de acordo com a demanda que for se apresentando ao longo da vigência do contrato. Foi feita licitação, seguindo o regramento vigente para aquisições pelo poder público”, finalizou.

Investigação

A Polícia Federal (PF) deflagrou hoje (3) a Operação Aventura que investiga indícios de desvios de recursos públicos na contratação de empresas para a prestação de serviços de saúde no município de Crixás (GO).

As irregularidades se concentram no fornecimento de materiais hospitalares para o combate à pandemia do novo coronavírus (covid-19). As pessoas jurídicas investigadas receberam, em 2020, aproximadamente R$ 4 milhões da prefeitura de Crixás.

Realizada em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU), as investigações apontam que os representantes e/ou sócios proprietários das empresas teriam obtido contratos para compra de itens com sobrepreço de 100 a 300%, comparados à média nacional de preços do Painel de Contratações relacionadas à covid-19 da CGU.

A operação cumpre15 mandados de busca e apreensão nos municípios goianos de Crixás, Rubiataba, Alto Horizonte, Goiânia e Aparecida de Goiânia. Os trabalhos contam com a participação de 66 policiais federais e de 10 servidores da CGU.

“As supostas irregularidades praticadas pela Prefeitura de Crixás, quanto a recursos destinados à aquisição de materiais hospitalares para as unidades de saúde, podem ter colocado vidas em risco e afetado a qualidade no atendimento da população local (cerca de 17 mil habitantes)”, disse a CGU.

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