Investigação

Arialdo Pinho é alvo da PF em consignações na folha de servidores estaduais

O suposto esquema atuou em consignações de servidores e operou entre 2008 e 2014, na gestão do ex-governador do Ceará, Cid Gomes, entre 2008 e 2014.

Arialdo Pinho, ex-secretário da Casa Civil do Governo do Ceará e atual Secretário de Turismo, além de empresários e instituições financeiras são alvos de 30 mandados de prisão e de busca e apreensão durante uma operação da Polícia Federal na manhã desta quinta-feira (3), segundo informações da Crusoé.

O objetivo é investigar um esquema ilícito de crédito que atuou em consignações em folha de servidores estaduais e operou entre 2018 e 2014.

De acordo com a Polícia Federal, ao longo da apuração, foi identificado um “fluxo intenso de capitais, obtidos de forma criminosa, em prejuízo dos servidores públicos estaduais, através de investimentos, aquisições imobiliárias e simulação de aquisição de cotas de sociedade empresarial”.

A ação foi batizada de Onzenário, em alusão a agiotagem e a cobrança extorsiva de juros. Além do fundador do Beach Park,  Arialdo Pinho, também é investigado um genro do secretário porque sua empresa efetuou cerca de R$ 600 milhões, em operações de credito consignado suspeitas. 

Os mandados deferidos pela Justiça Federal são cumpridos no Ceará e nos estados de São Paulo e Bahia. A investigação apura supostas irregularidades ocorridas na gestão do ex-governador Cid Gomes.

Esquema ilícito

Segundo a PF, o esquema envolve crimes de associação criminosa, corrupção, fraude em licitação, crimes contra o sistema financeiro nacional e lavagem de dinheiro. Houve bloqueio de valores em contas dos investigados.

A Polícia Federal afirma que o genro do ex-secretário da Casa Civil investigado também é suspeito de integrar o esquema. Ele seria o gestor de uma das empresas que movimentou mais de R$ 600 milhões nas operações de crédito sob investigação e também é um dos alvos de mandado de prisão.

O cumprimento dos mandados foi autorizado pela Justiça Federal. Um inquérito policial revelou conluio entre agentes públicos estaduais, ex-gestores de instituições financeiras e empresários que atuaram no direcionamento ilícito de operações de crédito consignadas em folha dos servidores do governo do Ceará.

Na investigação foi identificado um fluxo de capitais obtidos de forma criminosa em prejuízo dos servidores públicos estaduais, por meio de investimentos, aquisições imobiliárias e simulação de aquisição de cotas de sociedade empresarial.

Os crimes resultaram em enriquecimento ilícito dos investigados em detrimento do sistema financeiro nacional e dos servidores públicos estaduais do Ceará, obrigados a arcar com juros mais elevados em operações de crédito.

A Polícia Federal continua a investigação, com análise do material apreendido na operação, denominada Onzenário, com o fim de detalhar a atuação de cada investigado. O nome da operação remete a agiotagem ou cobrança extorsiva de juros.

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