Eleições Recife

João Campos visita Zona Norte em último dia de campanha

Candidato à Prefeitura do Recife pela Frente Popular fez visita em carro aberto a vários bairros da localidade na manhã deste sábado (28).

Na manhã deste sábado (28), o candidato da Frente Popular do Recife, João Campos (PSB), fez visitas a vários bairros da Zona Norte da cidade. Sempre bem recepcionado, João entregou material com propostas para moradores de Nova Descoberta, Guabiraba, Cajueiro, Chão de Estrelas, Campina do Barreto, Arruda, Campo Grande e outras localidades, sempre respeitando as orientações das autoridades de saúde e a resolução do TRE-PE. Ainda na tarde e noite deste sábado, João visitará outros bairros da Zona Sul do Recife.

“Chegamos hoje ao último dia de campanha eleitoral com a certeza que fizemos o bom debate pela cidade. Apresentamos propostas, conversamos com as pessoas e percorremos cada lugar do Recife com responsabilidade nas palavras. Em momento algum iludimos ou brincamos com a esperança das pessoas”, afirmou.

E continuou dizendo que “cada uma dessas propostas veio com o detalhe, com o caminho que faremos para tirá-las do papel. O recifense é um povo bonito, aguerrido e, principalmente de luta, e foi isso o que mais vi nessa caminhada”, disse. João estava acompanhado de diversos vereadores, artistas e lideranças comunitárias.

 

João Campos 35,1%, Marília Arraes 35%, diz pesquisa do site EL PAÍS

Há uma fratura na esquerda brasileira, que deve repercutir em 2022. Os protagonistas desse embate são dois jovens que disputam o segundo turno da eleição no Recife. De um lado, João Campos (PSB), defensor de uma hegemonia que dura 14 anos no cenário pernambucano e oito na capital do Estado.

De outro, Marília Arraes (PT), a desafiante, que rompeu com parte da família, tenta se tornar uma liderança e a primeira prefeita da cidade. Ambos são jovens ―ele tem 27 e ela, 36―, estão no primeiro mandato como deputados federais e são herdeiros do ex-governador Miguel Arraes (PSB), considerado um ícone entre os democratas pernambucanos. Marília é neta e João é bisneto.

A petista é filha de Marcos, um dos filhos de Miguel Arraes. O pai de João, o ex-governador e ex-presidenciável Eduardo Campos (PSB), é filho de Ana Arraes, outra filha de Miguel, ou seja, irmã de Marcos.

Esta é uma eleição de mágoa e ressentimento familiar em que Ana Arraes, a avó paterna de João ―e ao mesmo tempo, tia de Marília― e também conselheira do Tribunal de Contas da União, já teve de pedir para que as memórias dos mortos (Miguel e Eduardo) fossem respeitadas. A fala acabou sendo explorada na campanha de Marília na sexta-feira.

Depois da repercussão negativa, Ana disse que a declaração dada em uma entrevista em 2019 foi tirada de contexto. É uma disputa com tons shakespearianos, mas que coloca acima de tudo o confronto de dois grupos políticos que uma hora estão juntos, na outra, separados.

Agora, esta separação é reforçada por uma série de duros ataques pessoais. O pai de João, Eduardo Campos, morreu num acidente trágico em plena eleição presidencial de 2014, durante a queda de um avião no litoral de São Paulo.

Como efeito prático, o embate PT x PSB no Recife deve selar mais uma separação das duas siglas para as disputas do Governo do Pernambuco e da Presidência, daqui a dois anos. Neste cenário, haverá uma avenida a ser preenchida pela direita, que, mesmo se dispersando em cinco candidaturas que se autoflagelavam, conseguiu reunir 43,11% dos votos no primeiro turno.

Os principais representantes deste grupo foram Mendonça Filho (DEM) e Delegada Patrícia (Podemos). Chamada por alguns de “a capital do Nordeste”, Recife é a nona maior cidade brasileira, terceira nordestina, com 1,6 milhão de habitantes.

Outra pesquisa, do instituto Datafolha, divulgada nesta quinta-feira, mostra que os dois candidatos estão tecnicamente empatados na disputa pela preferência do eleitorado, com uma leve vantagem para Marília. Ela tem 52% das intenções de votos válidos. João, 48%. Na terça-feira, outro instituto, o Ibope, apontava que a vantagem numérica era de João: 51% a 49%. As vantagens estão dentro margem de erro dos dois levantamentos, que é de três pontos percentuais para mais ou para menos. Como as pesquisas são feitas por empresas distintas com metodologias diferentes, não podem ser comparados. 

 

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