Determinação

Justiça determina que Kajuru tire do ar vídeo em que chama senador de “coveiro”

Kajuru publicou um vídeo há cerca de cinco dias em que chama Vanderlan de “coveiro” e o acusa de estar torcendo pela morte do oponente que está com covid-19.

A Justiça mandou Kajuru tirar do ar um vídeo publicado há cerca de cinco dias em que chama Vanderlan de “coveiro” e o acusa de estar torcendo pela morte do oponente.

Os senadores Vanderlan Cardoso (PSD) e Jorge Kajuru (Cidadania), ambos eleitos por Goiás trocam acusações desde a campanha eleitoral de 2018.

Na eleição municipal  deste ano, Vanderlan disputa o segundo turno com ex-governador Maguito Vilela (MDB), que está internado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, desde 27 de outubro, com complicações da covid-19.

“O Maguito Vilela tem duas dificuldades. A primeira, em São Paulo, ele luta pelo sua vida, porém em estado estável e não desesperador. E em Goiânia, politicamente, no segundo turno ele enfrenta um ser podre, do diabo”, diz Kajuru.

“O Vanderlan é um coveiro. Ele vive 24 horas torcendo pela morte de Maguito Vilela”, continua Kajuru.

Em seguida, o senador exibe trecho de uma entrevista de Vanderlan na qual o candidato fala existir uma farsa em torno da saúde de Maguito.

“Por que tem tanto medo de dizer: ‘olha, a situação real é essa, ele tem histórico familiar, ele perdeu duas irmãs agora, esses dias’?”, questiona Vanderlan.

Em agosto deste ano, Maguito perdeu duas irmãs para a covid-19 em um intervalo de menos de dez dias. Elas tinham 82 e 76 anos. O postulante do MDB foi diagnosticado com a covid-19 em 20 de outubro e, após piora no quadro respiratório, ficou entubado entre 30 de outubro e 8 de novembro. No dia 15, precisou ser entubado novamente. Ele tem 71 anos.

O senador Vanderlan não respondeu diretamente às acusações disparadas por Kajuru, mas acionou a Justiça para retirar o vídeo do ar por considerá-lo ofensivo.

O juiz considerou que “as postagens impugnadas trazem conteúdo que ultrapassa os limites da liberdade individual de expressão do Representado, infringindo, inclusive, a norma do art. 242 do Código Eleitoral”.

O magistrado também esclareceu que a legislação eleitoral não tem por objetivo proibir ou coibir a liberdade de informação, mas permite que se evitem abusos.

“Portanto, a propaganda na internet, seja positiva ou negativa, também sofre restrições, quando inobservada a norma”.

Veja a íntegra da decisão judicial:

Decisão Kajuru

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