Oficialização

PSOL declara apoio a Marília Arraes, mas ressalta que “apoio não é aliança”

Nesta sexta-feira (20), o PSOL oficializou o apoio a candidata do PT, que já tem como vice, o psolista João Arnaldo.

O PSOL oficializou o apoio a candidata do PT Marília Arraes, na disputa pela prefeitura do Recife. Por meio de nota divulgada pela sexta-feira (20), o partido manifestou o apoio, mas ressaltou que isso não significa uma “aliança” com o partido.

“Os diversos setores de oposição ao PSB, torcem por sua derrota política e eleitoral na capital. Por isso, alguns fizeram declaração de apoio a nossa candidatura. Dentre eles, figuras historicamente conhecidas pelo seu conservadorismo e ataque aos direitos das mulheres e das LGBTS. De nossa parte, reafirmamos que não há nenhuma sinalização de aliança com esses setores, muito menos qualquer diálogo de composição”, diz trecho da nota.

O apoio do PSOL ao PT veio depois de partidos conservadores declararem que estão do lado de Marília.

A candidata já conta com apoio do ex-senador Armando Monteiro (PTB), do presidente estadual do Podemos, deputado federal Ricardo Teobaldo, e, mais recentemente, o apoio do prefeito reeleito em Jaboatão, André Ferreira. Sendo que Ferreira é alinhado às ideia do presidente Jair Bolsonaro.

O PSOL destacou na nota que o objetivo é combater o bolsonarismo.

“Em Recife, tivemos a vereadora mais votada, a companheira Dani Portela, e duplicamos nossas cadeiras na Câmara Municipal reelegendo Ivan Moraes. Como parte desse processo para derrotar a direita e o bolsonarismo, levamos Marília Arraes, do PT e seu vice, o companheiro João Arnaldo, do PSOL, para o segundo turno”.

De nossa parte, reafirmamos que não há nenhuma sinalização de aliança com esses setores, muito menos qualquer diálogo de composição. O PSOL seguirá firme na defesa de seus princípios e sendo o pólo dessa Frente, que não abrirá mão de nenhuma pauta de interesse da nossa base social.

Ver mais:

>> Yves Ribeiro agradece apoio de Marília Arraes (PT) no 2º turno do Paulista

Veja a íntegra da nota do PSOL

COM MARÍLIA PARA DERROTAR O BOLSONARISMO E O PSB

O Brasil vive hoje uma página bastante delicada e perigosa de sua história. A soma da crise econômica mundial – e seu consequente aumento da desigualdade – com a política desastrosa de grande parte da esquerda que tentou pelas vias da conciliação entre as classes solucionar os problemas criados pelos mais ricos, levou à um desgaste das grandes massas de trabalhadores com a política. Essa desilusão com a política e a busca por alternativas deixou um espaço aberto para a disputa dos rumos da nossa sociedade que a Direita buscou ocupar não sem recorrer à seus velhos métodos golpistas e divisionistas da classes trabalhadora. Como resultado, na última eleição um projeto autoritário e conservador de sociedade ganhou a opinião pública e o governo do nosso país. Desde então, vivemos sob a égide de um governo assombroso, que busca constantemente minar direitos sociais, atacar os setores oprimidos da sociedade e assim, se recuperar da crise jogando nas nossas costas a conta dela. Não por acaso, em plena pandemia, os bilionários brasileiros ficaram mais ricos, enquanto a maior parte da população amarga sofrimento, fome e desemprego e ainda precisa contar seus mortos pela Covid diante do deboche do presidente Bolsonaro. Danos ao meio ambiente e perseguição aos povos indígenas; intolerância às diferenças de ideias; Cruzadas contra a ciência, a educação e os valores democráticos. Esse é o pacote de maldades do Bolsonarismo para o Brasil. Por isso, hoje, a principal tarefa que temos é derrotar esse projeto e junto com trabalhadores, mulheres, negros e negras e as LGBTs voltar à sonhar uma sociedade sem desigualdade e sem opressão.

O PSOL tem se colocado como principal oposição à esse governo desde o início, priorizando a vida das pessoas e combatendo a política de extermínio da população pobre. Em conjunto com diversos movimentos sociais e partidos da oposição, pedimos o impeachment de Bolsonaro e Mourão. Dito isto, o resultado de nossas lutas fizeram com que os candidatos bolsonaristas em diversas regiões do país fossem derrotados já no primeiro turno. É preciso um olhar gigante para essas vitórias contra o conservadorismo. Em Recife, tivemos a vereadora mais votada, a companheira Dani Portela, e duplicamos nossas cadeiras na Câmara Municipal reelegendo Ivan Moraes. Como parte desse processo para derrotar a direita e o bolsonarismo, levamos Marília Arraes, do PT e seu vice, o companheiro João Arnaldo, do PSOL, para o segundo turno.

O PSOL tem como princípio a defesa intransigente dos interesses da classe trabalhadora e dos oprimidos. E é nesse sentido que queremos aqui reafirmar esse compromisso e um outro compromisso que nos levou à construção da aliança PT-PSOL, que é derrotar o ciclo de renovação da hegemonia do PSB, que hoje na capital Pernambucana é liderado por João Campos.

A gestão do PSB levou Recife ao título de “a capital da desigualdade”, realidade que é anterior à pandemia e que, portanto, não pode ser associada à ela. E apesar da tentativa do atual prefeito Geraldo Júlio de construir um índice de aprovação da gestão perante a população, com altos gastos em publicidade, o sentimento de abandono é compartilhado pelos recifenses. A ausência de uma política habitacional que resolva o déficit histórico de moradias, o aumento de pessoas em situação de rua, a perseguição ao comércio popular de rua, a ausência de transparência nos gastos públicos, o extermínio das políticas de participação social e o fracasso na construção de um transporte público de qualidade e eficiente serão alguns dos legados deixado pelos Campos no poder.

Os diversos setores de oposição ao PSB, torcem por sua derrota política e eleitoral na capital. Por isso, alguns fizeram declaração de apoio a nossa candidatura. Dentre eles, figuras historicamente conhecidas pelo seu conservadorismo e ataque aos direitos das mulheres e das LGBTS. De nossa parte, reafirmamos que não há nenhuma sinalização de aliança com esses setores, muito menos qualquer diálogo de composição. O PSOL seguirá firme na defesa de seus princípios e sendo o pólo dessa Frente, que não abrirá mão de nenhuma pauta de interesse da nossa base social. Somos parte da renovação popular que Recife concretizou nas urnas, continuaremos lutando por uma cidade mais justa, sem desigualdades e por uma Recife mais humana. O PSOL segue firme na defesa das suas bandeiras, que para nós são INEGOCIÁVEIS, e é com firmeza que iremos eleger a companheira Marília Arraes Prefeita da Cidade do Recife.

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