Dúvida

Candidatura de Marília gera ressentimentos entre os partidos de esquerda e PSB não sabe se vai aliar-se ao PT em 2022

Cúpula do PSB se reuniu ontem (19), em Brasília, para discutir o pleito no Recife, bem como os rumos do partido visando a próxima eleição.

Lideranças do PSB estão ressentidas com Luiz Inácio Lula da Silva por causa das eleições no Recife. De acordo com o comentarista Gerson Camarotti, do G1, a cúpula do partido socialista se reuniu ontem (19), em Brasília, para discutir o futuro do PSB e PT.

Na ocasião, membros do PSB culparam o líder petista de patrocinar a candidatura de Marília Arraes (PT), que disputa a prefeitura do Recife com João Campos (PSB), filho do ex-governador Eduardo Campos, morto em um acidente aéreo em 2014.

Para o PSB, Lula ter decidido por lançar Marília como candidata a prefeita, ao invés de continuar na coligação da Frente Popular com PSB, inviabiliza uma união do PSB com o PT em 2022.

“Como imaginar que Lula faria isso com o filho de um amigo dele. Pior, Lula forçou a candidatura de Marília contra a posição dos diretórios locais do PT. Isso inviabiliza uma união do PSB com o PT em 2022”, declarou um influente dirigente do PSB a Gerson Camarotti.

Na última eleição presidencial, em 2018, o PSB optou por não apoiar a candidatura de Ciro Gomes (PDT), para poder se aliar ao PT, que à época, lançou Fernando Haddad como candidato a presidente. Em troca, o PT tirou a candidatura de Marília Arraes, então candidata a governadora de Pernambuco, para apoiar a reeleição de Paulo Câmara.

Em 2022, no entanto, o PSB não sabem se vão repetir a aliança com Lula e o PT.

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Ex-candidatos à prefeitura do Recife decidem fazer oposição à esquerda no segundo turno

Com a definição do segundo turno das eleições municipais no Recife, com Marília Arraes (PT) e João Campos na disputa, ex-candidatos à prefeitura da cidade decidem por não declarar apoio a nenhum dos dois. Entre uns que farão oposição e outros que preferem se abster, linha ideológica do PT e PSB não agradam ex-postulantes.

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