Posicionamento

Prefeito Mosar Tato, alvo de investigação por lavagem de dinheiro, emite nota

Gestor de Itamaracá comentou o fato de que a operação de busca e apreensão aconteceu "às vésperas das eleições, causando sensacionalismo na imprensa, tentando prejudicar" a sua imagem.

O prefeito de Itamaracá, Mosar Tato, e a primeira-dama, Giovana Uchôa, afirmaram, durante nota divulgada nesta sexta-feira, 13 de novembro, que estão tranquilos em relação às investigações sobre lavagem de dinheiro.

“Temos certeza que todas as pessoas que conhecem a gente, sabem que nunca fizemos nada de errado e inimigos ocultos, caluniaram que a nossa casa lotérica, poderia ter se juntado com outras, para lavar dinheiro no ano de 2013, quando Tato nunca havia ocupado cargo público e jamais prestado serviços ou efetuado venda para qualquer repartição, não tendo recebido dinheiro de nenhum governo para precisar lavar, ou esconder”, diz um trecho da nota emitida por Mosar e a esposa.

A nota diz ainda que, as investigações começaram há anos, mas só neste mês os agentes realizaram busca e apreensão “às vésperas das eleições, causando sensacionalismo na imprensa, tentando prejudicar a imagem de Tato que está concorrendo para ser reeleito”, diz uma outra parte do posicionamento.

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Leia a íntegra da nota

“Temos certeza que todas as pessoas que conhecem a gente, sabem que nunca fizemos nada de errado e inimigos ocultos, caluniaram que a nossa casa lotérica, poderia ter se juntado com outras, para lavar dinheiro no ano de 2013, quando Tato nunca havia ocupado cargo público e jamais prestado serviços ou efetuado venda para qualquer repartição, não tendo recebido dinheiro de nenhum governo para precisar lavar, ou esconder, conforme será provado, durante as investigações, que começaram há muitos anos passados e somente agora as vésperas das eleições, resolveram fazer busca em nossa moradia, e não encontraram nada , causando sensacionalismo na imprensa, tentando prejudicar a imagem de Tato que está concorrendo para ser reeleito, porque realizou uma administração honesta, com responsabilidade, na certeza de que o povo conhece a dignidade de Tato e saberá fazer justiça nas eleições. Agradecemos a confiança e renovamos nosso compromisso de prestar melhor atendimento e bons serviços em favor da população Itamaracaense.”

Entenda o caso

A Justiça Federal em Pernambuco (JFPE) confirmou, nesta quinta-feira, 12 de novembro, nomes de políticos investigados pela Polícia Federal pelo uso de casas lotéricas para lavar dinheiro de cofres públicos e de corrupção. São eles: o prefeito de Itamaracá (Grande Recife), Mosar Tato (PSB), e o deputado estadual Guilherme Uchôa Júnior (PSC), filho do ex-presidente da Assembleia Legislativa (Alepe) Guilherme Uchôa, que morreu em 2018.

O prefeito de Itamaracá e o deputado estadual foram alvo da Operação Mapa da Mina, deflagrada na quarta (11), pela Polícia Federal, em várias cidades do estado. As informações sobre o envolvimentos dos políticos estão contidas em oito documentos com decisões da JFPE, divulgadas nesta quinta.

Além dos políticos, segundo a JFPE, foram alvo de mandados de busca e apreensão a viúva de Guilherme Uchôa, Eva Lúcia Goes Uchôa Cavalcanti Barbosa, e a filha do ex-deputado e esposa do prefeito de Itamaracá, Giovana Maria Góes Uchôa Cavalcanti Barbosa

A Justiça Federal também confirmou o envolvimento do policial Pércio Araújo Ferraz e de Renato Correia de Lima, apontados como líderes da quadrilha. Pelo menos R$ 30 milhões teriam sido desviados pelo grupo.

Na quarta-feira, entre os bens apreendidos, segundo a PF, estavam carros de luxo das marcas BMW e Land Rover, além de documentos. Os mandados foram autorizados pela 13ª Vara Federal de Pernambuco. O processo tramitava em sigilo de Justiça, mas a divulgação dos nomes dos envolvidos foi autorizada.

A operação apurou que a quadrilha teria o apadrinhamento do ex-deputado estadual Guilherme Uchoa. Segundo a JFPE, como presidente da Alepe, o ex-parlamentar facilitava o acesso das empresas Alforge e Alfoservice a prestações de serviço a órgãos públicos, por meio do direcionamento de licitações.

Também foram identificados indícios de participação nos crimes as empresas FRV Soluções Terceirizadas, R&E Prestação de Serviços e Bunker Segurança e Vigilância Patrimonial Eirelli. Ao todo, mais de R$ 12 milhões foram transferidos das contas dos investigados para as loterias da família de Guilherme Uchôa.

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