Declaração

Defesa de Flávio Bolsonaro diz que o MP abusou da imaginação e da criatividade na denúncia contra o parlamentar

Nota também afirma que o senador é inocente das acusações patrocinadas por seus inimigos e por grupos que têm interesses públicos.

A defesa do senador Flávio Bolsonaro publicou uma nota afirmando que o Ministério Público do Rio de Janeiro abusou da imaginação e da criatividade na denúncia contra o parlamentar.

O texto ressaltou que a investigação do Ministério Público está embasada em vícios processuais, enganos e erros de cálculo.

A nota também afirma que o parlamentar é inocente das acusações patrocinadas por seus inimigos e por grupos que têm interesses públicos.

Leia a nota da defesa na íntegra:

NOTA DA  DO SENADOR FLÁVIO BOLSONARO

O Ministério Público, mais uma vez, abusa da imaginação e da criatividade na denúncia contra o senador Flávio Bolsonaro.

O fato de um corretor imobiliário ter recebido depósitos em sua conta bancária não significa que esses valores tenham sido depositados pelo senador ou pela sua esposa. A defesa reafirma que a investigação do Ministério Público está embasada em vícios processuais, enganos e erros de cálculo. Flávio Bolsonaro é inocente das acusações patrocinadas por seus inimigos e por grupos que têm claros interesses políticos.

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Polêmica

O Ministério Público do Rio de Janeiro denunciou, após dois anos de investigação, o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) e seu ex-assessor, Fabrício Queiroz, por peculato, lavagem de dinheiro, organização criminosa e apropriação indébita. A denúncia se dá no âmbito do processo conhecido como “rachadinhas” na Assembleia Legislativa do Rio.

Além de Flávio e Queiroz, outras 15 pessoas também foram denunciadas. A denúncia foi oferecida no dia 19 de outubro, mas o MP do Rio tornou pública na madrugada desta quarta-feira (4). Caso a Justiça acate a denúncia, automaticamente, Flávio e Queiroz viram réus. Flávio ainda deve ser notificado para apresentar resposta em um prazo de 15 dias.

A denúncia de cerca 300 páginas, aponta o filho do presidente Jair Bolsonaro como líder da organização criminosa. Já Queiroz foi citado como operador do esquema de corrupção que agia no gabinete do agora senador.

Investigação

Flávio Bolsonaro e os outros envolvidos foram investigados pela primeira vez em julho de 2019, após o relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) identificar movimentações suspeitas de R$1,2 milhão na conta de Queiroz.

Na época, o relatório apontou Flávio e mais oito assessores como os que eram responsáveis pelos repasses a Queiroz. Mais na frente, as investigações identificaram um outro esquema no qual assessores eram nomeados e faziam a devolução de parte dos seus próprios salários a Queiroz, seja em espécie, transferências ou depósitos. Esse é o chamado “funcionários fantasmas”.

Caso Queiroz

O policial militar aposentado e ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz, em Atibaia, interior de São Paulo. A prisão foi executada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público do Rio de Janeiro.

No momento da prisão, Queiroz estava em um imóvel de Frederick Wasseff, advogado de Flávio Bolsonaro. Ele foi levado à unidade da Polícia Civil na capital paulista, onde deverá fazer exame de corpo de delito.

A prisão de dele fez parte do desdobramento da investigação que apura suposto esquema de ‘rachadinha’ na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

Além de Queiroz, o MPRJ conseguiu executar, através da Justiça, medidas cautelares contra outros suspeitos de envolvimento no esquema. São eles: o servidor da ALERJ Matheus Azeredo Coutinho, os ex-funcionários Luiza Paes Souza e Alessandra Esteve Martins e o advogado Luis Gustavo Botto Maia.

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