Ação criminal

Sikêra Júnior é processado por difamação pelo PSOL

O processo é devido a comentários realizados pelo apresentador no dia 26 de outubro. Na ocasião, Sikêra chamou o partido de "bando de pedófilos".

O PSOL informou que processou criminalmente, na quarta-feira, 28 de outubro, o apresentador do programa ‘Alerta Nacional’ Sikêra Júnior, da Rede TV. O processo é por difamação devido a comentários realizados por Sikêra durante a última segunda-feira, 26 de outubro.

Na ocasião, o apresentador chamou o partido de “bando de pedófilos” e ainda insinuou que o PSOL teria entrado com recurso no Supremo Tribunal Federal (STF) para “obrigar o ensino da ideologia de gênero nas escolas brasileiras”.

“Muito diferente das mentiras e da desinformação propagada por Sikêra Júnior, a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 5668, apoiada por inúmeros segmentos sociais e políticos, pede que o STF interprete o Plano Nacional de Educação (aprovado pela Lei 13.005/2014) conforme a Constituição, alegando que não estão contempladas a prevenção e proibição do bullying homofóbico”, escreveu.

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Segundo o presidente nacional do PSOL, Juliano Medeiros, “entre outros absurdos ditos pelo apresentador estão que o partido tem ‘taras em crianças’, que quer acabar com a ‘família brasileira’, que pretende trazer a ‘safadeza’ para as escolas e determinar que os banheiros sejam unissex. Tudo isso é falso, não tem qualquer relação com a ADI 5658”.

O presidente do PSOL afirmou que o discurso de Sikêra Júnior estimula o ódio, a intolerância e a violência.

“Conforme as eleições se aproximam e nossos candidatos se destacam nas pesquisas, a divulgação de fake news tende a aumentar. Essa é uma tática já conhecida daqueles que se promovem por meio da mentira e da destruição da honra de seus concorrentes. Mas acreditamos na Justiça para combatê-las e não pouparemos esforços para responsabilizar seus autores e restabelecer a verdade”, disse Medeiros.

Além da ação criminal, o PSOL protocolou uma ação civil por reparação e danos morais contra o apresentador, a emissora, o Jornal da Cidade Online e Google para que o conteúdo seja retirado na internet e no Youtube, Instagram e Twitter.

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