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Cabo eleitoral é morta a tiros um dia após relatar ameaça por denúncias contra prefeitura

Renata Castro era conhecida por publicar vídeos na internet em que tece críticas e dispara acusações contra a prefeitura.

Renata Castro, 40 anos, cabo eleitoral da família Cozzolino, foi morta a tiros na manhã desta sexta-feira (30/10). Informações preliminares mostram que ela foi assassinada na porta de casa, na Rua Florêncio Vidal, no bairro Fragoso.

Segundo testemunhas, a vítima foi atingida por pelo menos 14 disparos. Ela é conhecida na região por publicar vídeos na internet em que tece críticas e dispara acusações contra a atual prefeitura.

Na véspera do assassinato, Renata afirmou, em frente à Polícia Federal, que havia feito uma denúncia contra o prefeito de Magé, Rafael Tubarão (PPL), e que estava sofrendo ameaças.

“Não adianta me ameaçarem de morte. Hoje, teve dois cidadãos que foram ao prédio me ameaçar, me coagir. Estou esperando, não tenho medo de você. O que vocês estão fazendo hoje com o nosso município de Magé é uma formação de quadrilha. Um prefeito canalha, que está brincando com a nossa saúde, com a nossa educação, com o nosso saneamento básico. Mais uma denúncia aqui na Polícia Federal”, afirmou.

A PF informou, em nota, que “está atuando, de forma coordenada com a Justiça Eleitoral e acompanhando para verificar desdobramentos, inclusive já tendo equipe mobilizada. Entretanto, o órgão informou que em relação ao homicídio, é atribuição da Polícia Civil.

Família Cozzolino

Tradicional família na política da cidade, que esteve no comando da Prefeitura de Magé em diferentes mandatos, o deputado estadual e candidato, Renato Cozzolino (PP), lamentou a morte de Renata.

“Foi com muita tristeza que recebemos a notícia do assassinato da nossa amiga e liderança Renata Castro. Ela vinha exercendo um papel democrático e de combate às irregularidades no município. Tinha um longo e belo caminho à frente em defesa de nossa cidade. Deixo aqui meus sentimentos a toda a família e um pedido às autoridades competentes: investiguem”, pediu.

Renato também pediu para que a história dela não seja esquecida. “Queremos e precisamos de uma Magé de mais amor, paz e respeito. A população não merece viver em uma terra sem lei onde não se pode ter voz. “Paz sem voz não é paz: é medo”, ressaltou.

 

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Da redação do Portal de Prefeitura com informações do site Metrópolis.

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