Histórico

Eleições 2020: Frei Miguelino terá apenas mulheres na disputa pela prefeitura

A cidade com pouco mais de 15 mil habitantes tem três representantes femininas que concorrerão pelo comando da cidade. Conjuntura é rara no país.

As eleições deste ano no município de Frei Miguelino, no Agreste pernambucano, será histórica. Isso porque apenas mulheres estão na disputa pela prefeitura da cidade. O ex-prefeito Lula da Capivara (Podemos) teve a candidatura indeferida pela Justiça Eleitoral em razão da Lei da Ficha Limpa.

A retirada de Lula da Capivara motivou o político a indicar a filha, Luiza Karla (Podemos), para substituí-lo. Além dela, concorrem Adriana Assunção (PSB), que é a primeira mulher a ser nomeada prefeita do município e candidata à reeleição. A terceira candidata é Tatiana Moura (PSL).

De acordo com Luiza Karla, que está estreando na disputa, esse é um reconhecimento “que a mulher recebendo, originado de de muita luta e trabalho”.

Já Adriana (PSB), as eleições deste ano na cidade mostra a “força feminina”. A disputa feita só com mulheres é raro no Brasil.

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>> TSE lança guia de segurança para candidaturas de mulheres

Ministro Luís Barroso defende maior participação feminina na política

O combate a notícias falsas e candidaturas laranjas, a segurança nas eleições e a maior participação de mulheres na política estão no Plano de Ação para as Eleições 2020, apresentado na terça-feira (27) em Brasília.

A apresentação do plano contou com a presença do presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Luís Roberto Barroso, o ministro da Justiça e Segurança Pública, André Mendonça e o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Rolando Alexandre. Eleições, Eleições 2020: Frei Miguelino terá apenas mulheres na disputa pela prefeituraEleições, Eleições 2020: Frei Miguelino terá apenas mulheres na disputa pela prefeitura

Na ocasião, o presidente do TSE defendeu o aumento da participação das mulheres na política. Segundo ele, o Brasil tem “irrisórios” 15% de participação feminina no Congresso Nacional o que coloca o país numa posição desfavorável, na comparação com outros países. Barroso citou duas razões para a defesa.

“A primeira é por uma questão de justiça de gênero. Se existe 50% de mulheres na sociedade – até um pouco mais de 50% -, é natural que exista uma representação mais significativa. E em segundo lugar porque há um conjunto de atributos e de qualificações tipicamente femininas que efetivamente contribuem para o aprimoramento da vida pública”, afirmou.

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