Polícia

Governador da Paraíba, João Azevedo, é investigado em operação da PF

Além do gestor, três conselheiros do Tribunal de Contas do Estado (TCE), são suspeitos de participação em desvio de verbas públicas das áreas da saúde e da educação.

O governador da Paraíba, João Azevedo (Cidadania), e três conselheiros do Tribunal de Contas do Estado (TCE) são investigados em operação da Polícia Federal (PF), na manhã desta terça-feira, dia 27 de outubro, suspeitos de participação em desvio de verbas públicas das áreas da saúde e da educação.

A informação de que o governador teria sido alvo da operação foi repassada pelo site Valor Econômico. que corrigiu texto inicial e reconheceu erro. O coordenador do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público da Paraíba (MPPB), promotor Octávio Paulo Neto, relatou ao G1PB que o governador da Paraíba não é alvo da ação desta terça-feira (27).

O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Francisco Falcão, que autorizou dez mandados de busca e apreensão, em uma nova fase da Operação Calvário, em João Pessoa, Bayeux e Cabedelo, na Paraíba, em Sergipe, e em Brasília, no Distrito Federal.

A ação conjunta representa a nona fase da Operação Calvário e tem como objetivo reunir mais informações, unindo a provas adquiridas em fases anteriores, principalmente em relação ao crime de lavagem de dinheiro e determinou também o bloqueio de R$ 23,4 milhões em bens dos investigados, para fins de reparação por danos morais e materiais.

De acordo com as investigações, o esquema ilícito teve início em 2011, quando Organizações Sociais (OSs) contratadas pelo governo passaram a direcionar os gastos de hospitais a fornecedores que, depois, repassavam parte do dinheiro a agentes públicos.

O esquema é apurado no âmbito da Operação Calvário, do Ministério Público Federal (MPF), que busca findar com uma suposta organização criminosa liderada pelo ex-governador Ricardo Coutinho. No ano passado, as investigações deste caso levaram ao afastamento de dois conselheiros do TCE.

Nesta terça-feira, apura-se a prática dos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. O ponto de partida foi a delação premiada que um empresário envolvido nas ilegalidades firmou com a Procuradoria-Geral da República (PGR). A operação contou com agentes na Paraíba, em Brasília e no Sergipe.

A subprocuradora-geral da República Lindôra Araújo, designada da PGR para atuar em casos criminais em tramitação no STJ, também pediu a imposição de medidas cautelares a um advogado suspeito de integrar o esquema.

O ministro Falcão determinou que ele não frequente o prédio do TCE, nem exerça a advocacia perante o órgão ou em contratos com outros entes públicos.

Foram bloqueados os bens dos seguintes investigados e empresas:

  • Ricardo Vieira Coutinho – Ex-governador da Paraíba – R$ 2,28 milhões
  • Gilberto Carneiro da Gama – Ex-procurador-geral do Estado da Paraíba – R$ 2,28 milhões
  • Arthur Paredes Cunha Lima – Conselheiro afastado do TCE-PB – R$ 2,28 milhões
  • Arthur Paredes Cunha Lima Filho – Filho de Arthur Cunha Lima – R$ 2,28 milhões
  • Diogo Maia da Silva Mariz – Advogado – R$ 2,28 Milhões
  • Sérgio Ricardo de Ribeiro Gama – Ex-chefe de gabinete de Arthur Cunha Lima – R$ 1,01 milhões
  • Sérgio Ricardo de Ribeiro Gama Filho – Ex-chefe de gabinete de Arthur Cunha Lima – R$ 1,01 milhões
  • Lúcio Paredes Cunha Lima – Irmão de Arthur Cunha Lima – R$ 1,01 milhões
  • Keydison Samuel Sousa Santiago – Suposto operador financeiro do grupo – R$ 2,6 milhões
  • Maia & Mariz Advogados Associados – R$ 2,28 milhões
  • SG Construções e Locações de Máquinas e Equipamentos LTDA – R$ 1,01 milhões
  • Cidade Inteligente Goiana Construções SPE – R$ 1,01 milhões
  • Seven Software Sistemas e Serviços LTDA – R$ 1,01 milhões
  • Sumário Editora, Comércio e Distribuidora de Livros, Revistas e Periódicos, Representações e Gráfica LTDA – R$ 1,01 milhões

 

 

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