Resposta

“Vai comprar lá na Venezuela”, diz Bolsonaro ao ser cobrado sobre alta do arroz

O presidente respondeu a um apoiador que pediu para que o governo diminua o preço do alimento.

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) não gostou nada de ser questionado sobre o preço do arroz. Nesse domingo (25), um homem não identificado pediu para que o mandatário diminuísse o preço do alimento. “Bolsonaro, baixa o preço do arroz, por favor. Não aguento mais”.

O mandatário prontamente respondeu:

“Quer que eu baixe na canetada? Você quer que eu tabele? Se você quer que eu tabele, eu tabelo. Mas vai comprar lá na Venezuela”, irritou-se o presidente.

A situação ocorreu durante um passeio de moto do presidente em Brasília. Ainda no domingo, Bolsonaro se reuniu com os ministros Luiz Eduardo Ramos, da Secretaria de Governo, e Braga Netto, da Casa Civil.

O arroz é um dos principais produtos da cesta básica, mas teve o valor do grão dobrado com o aumento da demanda interna e externa em razão d pandemia do novo coronavírus. Bolsonaro, por sua vez, tem negado fazer o tabelamento do preço. “Não posso é começar a interferir no mercado. Se interferir, o material sobra na prateleira, isso que é pior”, afirmou o chefe de Estado no dia 16 de setembro.

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Preço da cesta básica tem alta em 17 capitais brasileiras em setembro

Os preços do conjunto de alimentos básicos, necessários para as refeições de uma pessoa adulta durante um mês, aumentaram nas 17 capitais brasileiras pesquisadas em setembro. As maiores altas foram observadas em Florianópolis (9,80%), Salvador (9,70%) e Aracaju (7,13%), de acordo com a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).arroz, “Vai comprar lá na Venezuela”, diz Bolsonaro ao ser cobrado sobre alta do arrozarroz, “Vai comprar lá na Venezuela”, diz Bolsonaro ao ser cobrado sobre alta do arroz

Em São Paulo, a cesta custou R$ 563,35, com elevação de 4,33% na comparação com agosto. No ano, o preço do conjunto de alimentos subiu 11,22% e, em 12 meses, 18,89%. Segundo o estudo, com base na cesta mais cara (Florianópolis R$ 582,40), o salário mínimo necessário para adquirir os produtos deveria ter sido de R$ 4.892,75, o que corresponde a 4,68 vezes o mínimo vigente de R$ 1.045,00.

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